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FoodBiz

Bares e restaurantes crescem 7,4% em agosto e mantêm sequência de alta

Setor registra o 11º mês consecutivo de crescimento na comparação anual, mas custos elevados e crédito mais caro seguem pressionando as margens dos negócios

O setor brasileiro de bares e restaurantes registrou crescimento de 7,4% nas vendas em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Com o resultado, o segmento chegou ao 11º mês consecutivo de avanço na comparação anual.

Os dados são do Índice Abrasel-Stone, levantamento realizado pela Stone em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

Apesar do desempenho positivo na comparação anual, a atividade ficou praticamente estável frente a julho, com recuo de 0,2%.

Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, o resultado indica uma acomodação após o avanço registrado no mês anterior. Na comparação com 2025, a demanda segue sustentada, entre outros fatores, pela resiliência do mercado de trabalho.

Custos continuam pressionando bares e restaurantes

O crescimento das vendas não elimina os desafios enfrentados pelos estabelecimentos. Custos elevados e condições de crédito mais restritivas continuam pressionando a operação e as margens das empresas.

Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, o setor enfrenta o desafio de equilibrar preços competitivos para o consumidor com o aumento das despesas.

“O empresário enfrenta uma equação mais apertada: de um lado, não quer perder o cliente com o aumento de preços; de outro, precisa lidar com custos e créditos mais caros”, afirmou.

Segundo Solmucci, parte dos estabelecimentos tem absorvido essas pressões nas margens para preservar a competitividade, o que reforça a necessidade de analisar outros indicadores além do faturamento para avaliar a saúde financeira do setor.

Vendas avançam em 23 estados

O levantamento mostra uma expansão disseminada pelo País. Dos 24 estados avaliados, 23 registraram crescimento nas vendas de bares e restaurantes em agosto.

A Paraíba apresentou o maior avanço, de 18,8%, seguida por Sergipe (16,6%) e Alagoas (12,9%). Também registraram crescimento de dois dígitos Rondônia (12,8%), Mato Grosso (12,5%), Pernambuco (12,3%), Roraima (11,3%), Piauí (10,4%) e Maranhão (10,2%).

Entre os principais mercados do País, São Paulo cresceu 6,7%, enquanto Minas Gerais avançou 7,5% e Rio de Janeiro, 6,2%. Santa Catarina registrou alta de 9,2%.

Na outra ponta, os menores crescimentos foram observados no Ceará (1,4%), Mato Grosso do Sul (3%), Rio Grande do Norte (3,4%), Paraná (4%) e Pará (4%).

Inflação pode limitar ritmo de crescimento

Apesar da sequência positiva na comparação anual, o cenário econômico permanece como ponto de atenção para os próximos meses. A inflação mais elevada pode comprometer o orçamento das famílias e influenciar a frequência de consumo fora do lar.

Para o setor de foodservice, a combinação entre demanda, custos operacionais, crédito e capacidade de repasse de preços deverá continuar determinante para o desempenho dos estabelecimentos.

Com informações da CNN Brasil e do Índice Abrasel-Stone.

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