A General Mills registrou prejuízo líquido de US$ 2,01 bilhões no quarto trimestre do seu ano fiscal, impactada por uma baixa contábil sem efeito caixa de US$ 1 bilhão relacionada à venda de suas operações no Brasil. As informações foram divulgadas pelo Valor Econômico.
Em março, a companhia anunciou a venda de seus negócios brasileiros, incluindo as marcas Yoki e Kitano, para o Grupo 3corações, em uma transação avaliada em R$ 800 milhões. O ajuste contábil referente ao desinvestimento contribuiu para a reversão do resultado da empresa no período.
O prejuízo foi de US$ 3,74 por ação, frente ao lucro de US$ 294 milhões, ou US$ 0,53 por ação, registrado no mesmo trimestre do ano anterior.
Apesar do resultado negativo, a empresa apresentou desempenho acima das expectativas do mercado em seus indicadores operacionais. O lucro ajustado por ação, que desconsidera itens extraordinários, ficou em US$ 0,95, superando a projeção de US$ 0,80 dos analistas consultados pela FactSet.
A receita líquida também avançou 1%, alcançando US$ 4,61 bilhões, ligeiramente acima da expectativa de US$ 4,59 bilhões.
Segundo a companhia, a reversão para prejuízo foi provocada principalmente por encargos extraordinários sem efeito caixa, que totalizaram US$ 1,8 bilhão, decorrentes da atualização das taxas de desconto utilizadas em avaliações contábeis, além do impacto relacionado à saída do mercado brasileiro.
Foco em inovação e categorias de maior valor
Para o ano fiscal de 2027, a General Mills prevê um ambiente de consumo ainda desafiador e espera que suas categorias cresçam abaixo da média histórica de longo prazo. A empresa projeta um lucro ajustado por ação entre US$ 3 e US$ 3,20, em linha com as expectativas do mercado.
De acordo com o CEO Jeff Harmening, a companhia encerrou seu ciclo recente de investimentos em precificação e passará a concentrar esforços no crescimento das vendas por meio da inovação.
Segundo o executivo, a estratégia inclui acelerar o lançamento de novos produtos e reforçar o posicionamento das marcas com foco em atributos valorizados pelos consumidores, como alimentos com maior teor de proteínas e fibras, além de investimentos em marketing para ampliar a relevância do portfólio.
A venda da operação brasileira faz parte do movimento de simplificação do portfólio global da General Mills, permitindo que a empresa direcione recursos para mercados e categorias considerados estratégicos.
Conteúdo adaptado de reportagem publicada pelo Valor Econômico.







