Os marketplaces são utilizados por 78% dos restaurantes que trabalham com delivery, mas o WhatsApp já está presente em 63% das operações e responde por 26% do faturamento obtido com entregas.
Sites e aplicativos próprios também são adotados por 39% dos estabelecimentos, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) com 2.176 empresários do setor de alimentação fora do lar.
Depois de anos em que plataformas como iFood, Rappi e outros marketplaces concentraram a vitrine digital do setor, bares, restaurantes e cozinhas voltadas exclusivamente à entrega começaram a diversificar seus canais de venda. O WhatsApp, sites próprios, aplicativos exclusivos e cardápios digitais passam a ser utilizados para receber pedidos diretamente dos consumidores.
Isso não significa o abandono das plataformas, que continuam relevantes para ampliar a exposição dos estabelecimentos e conquistar novos clientes. A estratégia adotada por parte do setor é combinar o alcance dos aplicativos com canais próprios voltados à recompra, relacionamento e fidelização.
Marketplaces ainda lideram faturamento
Os aplicativos e marketplaces ainda concentram 54% do faturamento dos restaurantes com delivery. O WhatsApp aparece na sequência, com 26%, enquanto sites e aplicativos próprios representam 12% e os pedidos realizados por telefone correspondem a 8%, conforme o levantamento da Abrasel. A pesquisa permitia que os estabelecimentos indicassem mais de um canal utilizado.
A busca por alternativas ocorre em um setor marcado pela pressão sobre custos operacionais e margens. Ao receber pedidos diretamente, o estabelecimento ganha maior autonomia para estabelecer preços, criar promoções e organizar campanhas sem depender exclusivamente das condições comerciais definidas pelas plataformas.
Os canais próprios também permitem uma relação mais próxima com o público. Informações sobre frequência de compra, pratos preferidos e horários de maior demanda podem apoiar programas de fidelidade, cupons de recompra e comunicações segmentadas, desde que o tratamento dos dados siga as regras de privacidade aplicáveis.
Segundo a Kitchen Central, empresa especializada no aluguel de dark kitchens, canais como sites, aplicativos e WhatsApp ajudam os restaurantes a construir uma presença digital própria. A empresa também destaca a importância de combinar redes sociais, cardápios otimizados, promoções e atendimento eficiente para ampliar as vendas no delivery.
Estratégia ganha peso nas dark kitchens
A diversificação dos canais é especialmente importante para dark kitchens, que funcionam sem salão ou atendimento presencial. Nesse modelo, redes sociais, mecanismos de busca, avaliações online, embalagens e atendimento digital se tornam os principais pontos de contato entre a marca e o consumidor.
A Kitchen Central aponta que o marketing assume papel central nessas operações porque a ausência de uma fachada física aumenta a dependência da visibilidade digital. O WhatsApp Business, redes sociais e links para cardápios próprios podem ser usados para divulgar produtos, receber pedidos e manter contato com clientes recorrentes.







