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Cacau sustentável ganha escala no Equador

Embora a parceria tenha sido anunciada recentemente, a iniciativa começou a ser estruturada ainda no ano passado e deve seguir até 2029. O movimento marca mais um capítulo de uma relação de mais de 15 anos entre as duas empresas, agora com foco ampliado em práticas sustentáveis na cadeia do cacau.

Na prática, a primeira fase do projeto vai apoiar mais de 960 agricultores em regiões estratégicas do Equador — como El Oro, Esmeraldas, Guayas, Los Ríos, Manabí e Santo Domingo. A proposta é implementar agricultura regenerativa em cerca de 9 mil hectares, com a transição para sistemas de agrofloresta multiestratificada. Esse modelo, que combina árvores, arbustos e culturas agrícolas em diferentes camadas, busca replicar a lógica das florestas naturais.

Segundo as empresas, esse tipo de sistema não só contribui para aumentar a produtividade do cacau, mas também favorece a biodiversidade, estimula a presença de polinizadores e cria barreiras naturais contra pragas e doenças — pontos cada vez mais críticos quando se fala em segurança da cadeia produtiva.

Outro pilar do projeto está no suporte técnico: os produtores terão acesso a ferramentas e capacitação para uso de fertilizantes de baixo carbono, manejo mais eficiente dos resíduos da colheita e aplicação de biochar. A expectativa é reduzir emissões, aumentar a captura de carbono e melhorar a saúde do solo — fatores diretamente ligados à produtividade no longo prazo.

O impacto não se limita às lavouras. A iniciativa também deve beneficiar cerca de 4.800 pessoas em comunidades próximas às regiões produtoras, ampliando o alcance social do projeto.

Para Andrew Brooks, chefe de Sustentabilidade do Cacau da Ofi, a escala é o diferencial: a ideia é tornar práticas regenerativas mais acessíveis, reduzindo custos e barreiras de adoção. Ao mesmo tempo, abre-se espaço para novas fontes de renda, o que pode ser decisivo para fortalecer a resiliência dos produtores.

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Fonte: Food Dive

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