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FMI demonstram preocupação com tarifas e impacto nos alimentos

divulgação

Um levantamento da FMI — The Food Industry Association revelou que os consumidores de supermercados nos Estados Unidos estão atentos aos efeitos das tarifas impostas pelo governo Trump sobre produtos importados. O receio principal é que esses custos acabem refletindo em preços mais altos nas gôndolas.

Apesar da apreensão, a maioria dos entrevistados acredita que ainda consegue controlar seus gastos com alimentação. Segundo Andy Harig, vice-presidente de impostos, comércio, sustentabilidade e políticas públicas da FMI, os consumidores estão “navegando neste ambiente com muita agilidade”, mesmo em meio às incertezas.

O olhar da indústria

Embora os dados de inflação mostrem que os preços dos alimentos não sofreram grandes impactos até agora — com uma alta anual de 2,2% em julho, ligeiramente abaixo dos 2,4% de junho —, varejistas e fornecedores sinalizam preocupação com uma possível pressão futura sobre os gastos das famílias.

Harig destacou que a FMI apoia medidas que simplificam a burocracia para as empresas, mas alerta para os riscos das tarifas sobre a cesta de alimentos. Mais da metade dos consumidores consultados pela pesquisa da associação citou as tarifas como a principal preocupação em relação ao custo de vida — o índice mais alto desde o início do governo Trump.

Próximos passos

A FMI pretende dialogar com autoridades federais para criar um processo de isenção para determinados produtos importados que não trazem ganhos diretos à indústria local, como cacau, canela e bananas.

“Reconhecemos os avanços trazidos por políticas de desburocratização e estímulo à economia, mas é preciso cautela. Tarifas amplas e direcionadas por país podem gerar aumentos de preços em um momento em que muitas famílias ainda se recuperam da inflação recente”, afirmou Harig.




Fonte: Food Dive

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