FoodBiz

Tyson avança na reformulação e retira ingredientes de ultraprocessados

Justin Sullivan via Getty Images

A Tyson Foods anunciou que está removendo de seus produtos ingredientes comumente associados a alimentos ultraprocessados. A decisão acontece em um momento em que o FDA (Food and Drug Administration) e o Secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., intensificam a revisão sobre a aprovação de aditivos químicos na indústria alimentícia.

Entre os compostos em análise estão o BHA/BHT, usados como conservantes, e o dióxido de titânio, empregado para dar cor e textura, mas que têm sido alvo de questionamentos quanto aos possíveis efeitos adversos à saúde. Segundo a agência, a escolha dos aditivos a serem revisados também leva em conta o nível de preocupação pública em torno de cada ingrediente.

O papel da pressão regulatória e social

Kennedy, que nos últimos meses tem dado ênfase ao tema dos aditivos, já havia criticado o xarope de milho de alta frutose, relacionando-o a riscos como obesidade e diabetes. A pressão levou algumas companhias a reagirem — como a Coca-Cola, que anunciou para este outono nos EUA uma versão de seu refrigerante adoçada com açúcar de cana, embora a maior parte do portfólio continue com a formulação tradicional.

Outro ponto de destaque é o movimento contra corantes artificiais. O FDA estabeleceu um prazo voluntário até 2027 para a remoção dessas substâncias, e grandes fabricantes já se comprometeram a antecipar mudanças. A Tyson, que em maio havia anunciado a retirada dos corantes, agora dá mais um passo ao eliminar outros aditivos, reforçando sua posição como líder no processo de reformulação.

A estratégia da Tyson

Segundo Donnie King, presidente e CEO da empresa, a revisão constante do portfólio é uma prioridade:

“Revisamos e avaliamos continuamente nossos produtos para garantir qualidade e atender às necessidades dos consumidores.”

Os ingredientes que estão sendo eliminados eram usados para prolongar a validade ou melhorar a doçura dos alimentos, mas vêm sendo associados a potenciais problemas de saúde — de distúrbios hormonais a neurotoxicidade em estudos laboratoriais.

O que isso significa para o setor

O caso da Tyson é um indicativo claro da pressão crescente sobre a indústria de alimentos nos EUA. Além da regulação oficial, a opinião pública e a busca por produtos mais naturais têm acelerado o ritmo das mudanças. O movimento pode abrir caminho para que outras empresas sigam a mesma direção, reposicionando suas marcas frente a consumidores cada vez mais atentos à composição dos produtos.

>>
Fonte: Food Dive

Compartilhar