A Ital’in House deu o primeiro passo no mercado americano com uma operação piloto em Orlando. A estreia acontece no formato de dark kitchen e faz parte de uma estratégia maior de internacionalização que prevê, no médio prazo, a expansão por meio de franquias — movimento que já começa a chamar atenção no radar do Portal Foodbiz.
O investimento inicial gira em torno de US$ 50 mil, com uma projeção de faturamento superior a US$ 500 mil no primeiro ano, baseada na venda de cerca de 35 mil pratos. Se os resultados acompanharem as expectativas, o plano é evoluir para uma unidade física, com aporte total que pode chegar a US$ 200 mil.
A entrada nos Estados Unidos segue uma lógica clara de “test and learn”. Durante aproximadamente 12 meses, a operação ficará concentrada no delivery, permitindo à marca entender melhor o comportamento do consumidor local, ticket médio e aceitação do cardápio antes de escalar.
E adaptar é parte central da estratégia. O menu já passou por ajustes para dialogar com o paladar americano, incorporando ingredientes como cheddar, pepperoni e pulled pork — uma mudança que reforça a importância de regionalizar a oferta mesmo em modelos já consolidados.
A operação é conduzida pela ITL Holding, criada a partir da parceria entre a VZL Holding e o grupo Eskina Restaurantes, que já tem experiência no mercado local com duas unidades de culinária brasileira. A ideia é que, com base nos aprendizados do piloto, a holding assuma o papel de master franqueadora nos EUA, começando pela Flórida e, depois, avançando para outros mercados.
“Antes de escalar, precisamos entender o mercado. A dark kitchen permite ajustes rápidos de cardápio, preço e operação”, afirma Eric Vaz de Lima, CEO da VZL.
Fundada em 2020, a Ital’in House cresceu no Brasil com um modelo enxuto e altamente focado em delivery, chegando a mais de 180 unidades no país. Agora, leva essa base validada para fora, combinando eficiência operacional com conhecimento local — um movimento cada vez mais comum entre redes brasileiras que buscam crescer internacionalmente.
“O Brasil nos deu escala, mas o mercado americano exige adaptação. O piloto serve justamente para isso: testar, ajustar e só depois crescer”, resume Nestor Girardi, fundador da marca.
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Fonte: Mercado&Consumo







