Julho é mês de férias escolares, quando muitas famílias aproveitam para viajar, fazer passeios ou passar mais tempo fora de casa. Nesse período, a mudança na rotina costuma aumentar o consumo de salgadinhos, refrigerantes, doces e fast-food, principalmente pela praticidade. No entanto, com um pouco de planejamento, é possível levar lanches saudáveis, nutritivos e fáceis de transportar, evitando longos períodos de jejum e escolhas feitas apenas pela fome.
Segundo a nutricionista Márcia Xavier Santos, docente do curso de Nutrição na Faculdade Santa Marcelina, organizar os lanches antes de sair de casa faz toda a diferença para manter uma alimentação equilibrada durante as férias.
“Quando planejamos o que levar, evitamos chegar naquele momento em que a fome aperta e qualquer opção acaba servindo. Um lanche equilibrado ajuda a manter a energia ao longo do passeio e ainda reduz o consumo de alimentos ultraprocessados”, explica.
A nutricionista orienta que os lanches combinem fontes de carboidratos, proteínas e fibras, promovendo maior saciedade. Uma opção simples é o sanduíche preparado com pão integral e queijo, acompanhado de uma fruta. Outra dica é investir em alimentos que suportam bem o transporte, como banana, maçã, uva, tangerina, castanhas e frutas secas.
Para quem vai permanecer muitas horas fora de casa, uma bolsa térmica amplia as possibilidades, permitindo transportar iogurtes, queijos, ovos cozidos e patês à base de ricota ou homus com segurança. Além da escolha dos alimentos, a conservação também merece atenção. “Dependendo da temperatura, alguns produtos precisam permanecer refrigerados para garantir a qualidade e a segurança alimentar. Outro ponto importante é não esquecer da hidratação. Muitas pessoas lembram do lanche, mas acabam bebendo pouca água durante o passeio”, alerta Xavier.
Planejamento evita escolhas por impulso
Entre os erros mais frequentes está justamente sair de casa sem nenhum planejamento. Nessas situações, é comum que a primeira opção disponível seja um lanche ultraprocessado ou refeições rápidas com baixo valor nutricional. Outro erro recorrente é acreditar que praticidade significa consumir apenas produtos industrializados. “Hoje é possível preparar um lanche em poucos minutos utilizando alimentos que já fazem parte da rotina da família. Não é preciso complicar para comer bem”, destaca a profissional.
Ela também chama atenção para o excesso de opções doces levadas nas viagens. Embora sejam práticas, elas costumam promover saciedade por pouco tempo. A inclusão de proteínas e fibras torna o lanche mais completo e ajuda a controlar a fome ao longo do dia.
Equilíbrio também faz parte das férias
A nutricionista reforça que alimentação saudável não significa abrir mão dos momentos de lazer. Segundo ela, as férias são oportunidade para conhecer novos sabores e viver experiências em família.
“O importante é que a maior parte das escolhas ao longo do dia seja equilibrada, se durante uma viagem surgir a oportunidade de tomar um sorvete, experimentar uma comida típica ou dividir um doce, isso faz parte do momento. Alimentação saudável também inclui flexibilidade e equilíbrio”, afirma.
Para as crianças, tornar os lanches mais atrativos pode estimular o consumo de alimentos naturais. Frutas cortadas, minisanduíches e a participação dos pequenos na escolha do que será levado para o passeio ajudam a transformar a alimentação em parte da diversão das férias, tornando esse hábito mais leve e natural.







