A modernização dos meios de pagamento tornou-se prioridade estratégica para bancos e varejistas, mas o avanço ainda ocorre de forma desigual, segundo a pesquisa da KPMG “Parceria para a modernização de pagamentos” (“Partnering for Payment Modernization”). O estudo mostra que, diante da rápida evolução das expectativas dos clientes e da pressão por inovação, organizações estão ampliando investimentos, substituindo sistemas legados e fortalecendo capacidades digitais — embora muitas ainda corram risco de ficar para trás em um cenário de crescente disrupção.
A pesquisa revela que bancos e varejistas têm acelerado investimentos — com instituições financeiras aportando, em média, US$ 96,9 milhões em modernização — e ampliado o uso de inteligência artificial (IA) para automação, prevenção a fraudes e melhoria da experiência do cliente. No varejo, a modernização já gera impactos concretos, como redução de até 40% em perdas por fraude, além de impulsionar a adoção de pagamentos digitais, carteiras eletrônicas e modelos como “compre agora, pague depois”.
“A modernização dos pagamentos deixou de ser apenas uma agenda tecnológica e passou a ser um fator crítico de competitividade no setor financeiro. Instituições que avançam na integração de ecossistemas, no uso de inteligência artificial e na adoção de infraestruturas digitais mais ágeis conseguem não apenas reduzir custos e riscos, mas também capturar novas fontes de receita e fortalecer o relacionamento com clientes em um ambiente cada vez mais dinâmico”, analisa o sócio líder de serviços financeiros da KPMG no Brasil, Cláudio Sertório.
Como principais caminhos para avançar, o estudo destaca ainda três frentes críticas: fortalecimento de alianças estratégicas, foco nas necessidades do cliente e desenvolvimento de maior agilidade operacional.
Do ponto de vista do consumo, a evolução dos pagamentos está diretamente ligada à experiência do cliente. O consumidor busca jornadas cada vez mais simples, rápidas e fluídas, e isso pressiona o varejo a ampliar opções como carteiras digitais e pagamentos instantâneos com segurança’. Quem consegue traduzir essas demandas em soluções integradas e sem fricção tende a ganhar relevância e fidelidade em um mercado altamente competitivo”, finaliza o sócio líder de consumo e varejo da KPMG no Brasil, Fernando Gambôa.







