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Diverticulite: estudo mostra que cortar alimentos da dieta pode não ser necessário

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Um novo estudo da Universidade da Carolina do Norte (EUA) traz boas notícias para quem convive com diverticulite: não é preciso cortar tantos alimentos do cardápio quanto se pensava.

Com o passar dos anos, é comum que pequenas bolsas se formem nas paredes do cólon — os chamados divertículos. Quando uma dessas bolsas inflama ou infecciona, surge a diverticulite, que pode causar dor abdominal, febre, náusea, vômito, cólicas, constipação ou diarreia.

Tradicionalmente, muitos pacientes evitam sementes, nozes e até pipoca, acreditando que esses alimentos poderiam se alojar nas bolsas e provocar inflamações. Mas a pesquisa mostra que não há relação entre o consumo desses itens e o risco de desenvolver diverticulite. Até mesmo frutas com sementes entraram na análise — e não apresentaram associação negativa.

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O que o estudo analisou

Os pesquisadores acompanharam quase 30 mil mulheres entre 35 e 74 anos, ao longo de quase 20 anos. Elas responderam a questionários de dieta e saúde a cada dois ou três anos, e os dados foram cruzados com o risco de desenvolver diverticulite.

Além dos alimentos específicos, o estudo avaliou como diferentes padrões alimentares impactam a doença. Os resultados apontaram que seguir uma dieta equilibrada pode reduzir significativamente os riscos:

  • 23% menos risco com a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension)
  • 22% menos risco com o Índice de Alimentação Saudável
  • 19% menos risco com o Índice de Alimentação Saudável Alternativa
  • 9% menos risco com a Dieta Mediterrânea Alternativa

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O que isso significa na prática

A qualidade da alimentação parece atuar de duas formas: ajudando a controlar inflamações no corpo e reduzindo o risco de doenças crônicas associadas, como o diabetes tipo 2.

O estudo também observou fatores de risco adicionais: mulheres que desenvolveram diverticulite tendiam a ser mais velhas, fumantes ou ex-fumantes, consumiam álcool em excesso e estavam acima do peso.

Em resumo: mais importante do que cortar alimentos é buscar uma dieta equilibrada, rica em nutrientes e baseada em padrões saudáveis.

Fonte: Annals of Internal Medicine — DOI: 10.7326/ANNALS-24-03353

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