A CRS Brands está determinada a mudar a percepção do consumidor brasileiro sobre a sidra. Tradicionalmente associada às festas de fim de ano, a bebida — um fermentado de maçã — tem potencial para ocupar muito mais espaço no dia a dia, como já acontece em mercados maduros da Europa e dos Estados Unidos.
De olho nesse cenário, a fabricante da sidra Cereser passa a investir em uma estratégia que envolve novas embalagens, sabores, ocasiões de consumo e uma comunicação mais conectada com o público jovem. A aposta também acompanha uma tendência global: bebidas com menor teor alcoólico, menos açúcar e apelo mais natural.
Segundo dados do mercado internacional, a categoria de sidras deve crescer cerca de 5,1% até 2034, impulsionada principalmente pela busca por bebidas frutadas e leves. A Europa lidera esse movimento, com destaque para Reino Unido, Espanha e França — só o mercado britânico responde por aproximadamente 38% do consumo mundial. Nos Estados Unidos, onde a sidra já faz parte do consumo ao longo do ano, a expectativa é que o mercado alcance cerca de US$ 1,6 bilhão até meados da próxima década.
Nesses países, a sidra não concorre diretamente com espumantes. Ela ocupa uma categoria própria, relevante para o varejo, com forte presença em embalagens premium individuais, versões para celebrações e até no formato draft, semelhante ao chope.
Desafios no consumo brasileiro
No Brasil, o desafio é justamente ampliar esse repertório de consumo. A CRS Brands pretende dobrar o tamanho da categoria nos próximos dois anos, apoiada em ações de marketing, ativações no ponto de venda e experiências de marca que aproximem a sidra de contextos mais informais e cotidianos.
“Existe um espaço enorme para crescimento da sidra no Brasil. Em outros países, ela faz parte do consumo regular, assim como a cerveja ou o vinho. Nosso desafio é mostrar que a sidra pode estar presente em diferentes momentos do ano, não apenas em dezembro”, afirma Bruno Cardoso de Faria, diretor comercial da CRS Brands.
O movimento dialoga diretamente com mudanças no comportamento do consumidor. Pesquisas indicam que 71% dos brasileiros buscam reduzir o consumo de açúcar, enquanto 37% dos jovens universitários afirmam ter consumido bebidas com baixo ou zero teor alcoólico nos últimos seis meses. Nesse contexto, a sidra surge como uma alternativa que combina refrescância, leveza e versatilidade. O lançamento da Cereser long neck, em 2025, foi pensado exatamente para esse público que busca novas experiências.
A primeira grande ativação acontece no Carnaval e marca o início de uma estratégia mais ampla. A proposta é estimular ocasiões de consumo diurnas, informais e ligadas à socialização, com presença em bares, restaurantes, lojas de conveniência, pontos de venda no varejo e eventos ao ar livre. O uso de copos biodegradáveis reforça o alinhamento com práticas mais sustentáveis, enquanto a circulação da marca em diferentes ambientes ajuda a reposicionar a sidra para além das celebrações de fim de ano.
Além do Carnaval, a empresa prevê novas iniciativas ao longo do ano, conectadas a datas relevantes do varejo e eventos urbanos, sempre com foco em experiência de marca e desenvolvimento da categoria, especialmente no canal on trade.
“Queremos criar novas ocasiões de consumo e estimular a experimentação. A ativação de Carnaval é só o primeiro passo de uma estratégia que envolve educação do consumidor, parceria com o varejo e presença consistente ao longo do ano”, complementa Bruno Cardoso de Faria.
A movimentação da CRS Brands reforça como categorias tradicionais podem ganhar novos significados quando dialogam com tendências globais, comportamento do consumidor e inovação no ponto de venda — um tema que segue no radar do foodservice e do varejo, como acompanha de perto o Portal Foodbiz.
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Fonte: Superhiper







