O mercado de pizzarias segue em ritmo consistente de crescimento no Brasil e já ultrapassa a marca de 40 mil unidades em operação. Em 2025, o setor registrou alta de 10,29% em relação ao ano anterior, totalizando 40.332 estabelecimentos ativos, segundo levantamento da Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra).
O avanço não veio apenas do aumento da base total. Ao longo do ano, foram abertas 4.109 novas pizzarias, uma expansão de 6,26%, indicando um movimento contínuo de entrada de novos operadores no segmento.
Segundo Gustavo Cardamoni, presidente da Apubra, o setor alcança um momento de maior maturidade. “O mercado de pizzarias entra em um nível mais estável de crescimento, com expansão distribuída pelo país, maior profissionalização da gestão e redução no número de fechamentos”, afirma.
Esse movimento reflete transformações mais amplas no foodservice — tema recorrente nas análises do Portal Foodbiz —, com operadores buscando eficiência, padronização e novas geografias para crescer.
Norte e Nordeste ganham protagonismo
Embora o Sudeste ainda concentre metade das pizzarias do país, o crescimento mais acelerado acontece fora do eixo tradicional. Norte e Nordeste já somam 21% das unidades e apresentam os maiores avanços percentuais.
Roraima lidera esse movimento, com crescimento de 31,08% em 2025, chegando a 97 estabelecimentos. Na sequência aparecem Alagoas (17,24%), Acre (16,90%), Paraíba (16,62%) e Maranhão (15,60%).
A expansão nessas regiões está ligada a mudanças no consumo e ao aumento do empreendedorismo local, além da interiorização do foodservice.
Capitais seguem como polos de concentração
As capitais brasileiras concentram 33,04% das pizzarias do país, somando 13.329 unidades. São Paulo lidera com folga, reunindo 4.896 estabelecimentos (12,14% do total nacional).
Outros destaques incluem:
- Rio de Janeiro (1.393 unidades)
- Brasília (911)
- Curitiba (775)
- Fortaleza (679)
Na cidade de São Paulo, a Zona Leste concentra a maior parte das pizzarias (31,2%), seguida pela Zona Sul (25,9%), Oeste (19,9%), Norte (15,3%) e região central (7,7%).
Menos fechamentos, mais estabilidade
Outro dado relevante do estudo é a queda expressiva no número de encerramentos. Em 2025, foram registradas 2.969 unidades inativas, uma redução de 43,8% em relação a 2024 — o menor índice da última década.
O recuo reforça um cenário de maior estabilidade e amadurecimento do setor, impulsionado por melhor gestão, qualificação de equipes e adaptação às novas dinâmicas de consumo.







