A inflação oficial do Brasil ficou em 0,67% em abril, abaixo do resultado registrado em março (0,88%), mas os alimentos continuam entre os principais fatores de pressão sobre o custo de vida e o consumo das famílias.
Segundo dados divulgados pelo IBGE, o grupo Alimentação e bebidas teve alta de 1,34% no mês e respondeu pelo maior impacto individual no índice.
A alimentação no domicílio subiu 1,64%, puxada principalmente pelo aumento de produtos como leite longa vida, cenoura, cebola, tomate e carnes. O leite longa vida registrou alta de 13,66% em abril.
Já a alimentação fora do lar avançou 0,59%, com aumento tanto nas refeições quanto nos lanches consumidos em bares, restaurantes e operações de foodservice.
Segundo o IBGE, fatores como restrição de oferta, clima mais seco e aumento nos custos logísticos influenciaram a alta dos alimentos.
O instituto também destacou o impacto do aumento dos combustíveis sobre o custo do frete, fator que segue pressionando preços ao longo da cadeia de abastecimento.
Além dos alimentos, o grupo Saúde e cuidados pessoais teve alta de 1,16%, impulsionado pelo reajuste de medicamentos autorizado em abril.
No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA soma alta de 4,39%.
Para o foodservice, o cenário reforça desafios ligados a custos operacionais, precificação e pressão sobre o consumo, especialmente em categorias mais sensíveis ao orçamento das famílias.
O movimento também mantém em alerta setores como restaurantes, padarias, cafeterias e supermercados, que seguem convivendo com oscilações em insumos básicos e comportamento mais cauteloso do consumidor.







