Associado a momentos de indulgência e cada vez mais presente em diferentes formatos de operação, o milkshake ocupa um espaço próprio entre bebidas e sobremesas no foodservice. A data dedicada à categoria, celebrada em setembro, é um convite para olhar além do produto e entender quem consome, em quais ocasiões e o que está por trás dessa escolha.
Nos 12 meses encerrados em junho de 2026 (YE Jun’26), o milkshake movimentou aproximadamente R$ 4,7 bilhões, crescimento de 2% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados do CREST.
Apesar do avanço do gasto, o número de transações recuou. Foram registradas mais de 369,2 milhões de transações, uma queda de 17% em relação ao YE Jun’25.
O contraste entre os indicadores mostra uma categoria que continua movimentando cifras relevantes, mas enfrenta mudanças na frequência de consumo.
Noite e tarde concentram as ocasiões
As refeições noturnas representam 33% do consumo, praticamente empatadas com o lanche da tarde, responsável por 32%.
Os consumidores entre 25 e 44 anos concentram 47% do consumo, e as mulheres representam mais de 57% do total.
Em relação aos canais, os estabelecimentos não empratados lideram com cerca de 29% do consumo, enquanto os empratados respondem por 13%.
Milkshake aparece em 4% dos cardápios
Pela ótica da oferta, dados da Wise Sales mostram que o milkshake está presente em 4% dos cardápios do foodservice. A maior penetração ocorre em sorveterias e açaíterias, com 18%, seguidas pelas hamburguerias, com 7%, e cafeterias, com 6%.
Na distribuição regional, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste aparecem empatados, com 5% de penetração nos cardápios. O Norte registra 4% e o Sul, 3%.
Indulgência é o principal driver
O prazer associado à experiência de consumo permanece como uma característica importante da categoria. A indulgência aparece em 68% das ocasiões, sendo o principal driver identificado pelo CREST.
Além de liderar as motivações, esse fator registrou crescimento de 11% na comparação com YE Jun’25.
O hábito aparece na sequência, com 46%.
Os números reforçam a força do milkshake como uma escolha relacionada ao prazer e mostram uma categoria com espaço relevante em diferentes momentos do dia, especialmente à tarde e à noite. Para o foodservice, o desafio está em entender como transformar essa afinidade em novas ocasiões de compra diante da retração registrada nas transações.
Fontes: CREST, YE Jun’26, e Wise Sales, 2026.







