A General Mills iniciou o ano fiscal de 2027 com resultados acima das expectativas do mercado, mesmo diante da pressão de custos e da redução nos volumes comercializados. A companhia registrou receita de US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre fiscal, acima dos US$ 4,34 bilhões projetados por analistas.
O lucro ajustado por ação ficou em US$ 0,75, também acima da estimativa de US$ 0,72. Na comparação anual, porém, as vendas líquidas recuaram 3%, ante US$ 4,5 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. Parte da queda está relacionada à venda do negócio de iogurtes da companhia nos Estados Unidos. As vendas orgânicas permaneceram estáveis.
Apesar de superar as projeções, o resultado mostra os desafios enfrentados pela indústria de alimentos diante do aumento dos custos e da pressão sobre o consumo. O lucro ajustado por ação caiu 13% em moeda constante, impactado principalmente pela inflação dos insumos e pela redução dos volumes. Preços favoráveis e iniciativas de redução de custos ajudaram a compensar parte desses efeitos.
General Mills aposta em inovação e renovação do portfólio
Além da gestão de custos, a companhia aponta a inovação como uma das frentes para melhorar seu desempenho comercial.
“Tivemos um início encorajador no ano fiscal de 2027, impulsionando uma melhora no desempenho da linha de receita com inovação e renovação de produtos mais fortes, focadas nos benefícios que os consumidores buscam hoje”, afirmou Jeff Harmening, CEO da General Mills.
A estratégia ocorre em um ambiente que a própria empresa classifica como desafiador para o consumo. Para o ano fiscal de 2027, a General Mills manteve sua projeção de vendas orgânicas entre queda de 1,5% e crescimento de 0,5%. Já o lucro diluído ajustado deve ficar entre US$ 3 e US$ 3,20 por ação.
Economia de custos deve chegar a US$ 750 milhões
Uma das principais frentes da estratégia será a busca por eficiência. A General Mills espera gerar pelo menos US$ 750 milhões em economia com seus programas de gestão de custos ao longo do ano fiscal de 2027. O objetivo é ajudar a compensar a inflação dos insumos e proteger os resultados em meio à pressão sobre volumes.
O desempenho variou entre as divisões da companhia. No varejo da América do Norte, as vendas recuaram 7%, para US$ 2,4 bilhões. O segmento de produtos para animais de estimação permaneceu estável, com US$ 613 milhões, enquanto os negócios internacionais avançaram 4%, alcançando US$ 794 milhões.
Os números reforçam um cenário no qual grandes companhias de alimentos buscam equilibrar crescimento, inovação e controle de despesas diante de consumidores mais cautelosos e custos ainda elevados.







