Há mais de três décadas, o queijo ocupa um lugar central na história da Forno de Minas. É ele que ajuda a definir o sabor do pão de queijo que transformou a empresa em uma das marcas mais reconhecidas da gastronomia mineira. Agora, essa experiência ganha uma nova frente: a Forno de Minas amplia sua atuação e leva ao consumidor, também, os queijos que fazem parte da história e da identidade da marca. Em setembro, a Forno de Minas lança a linha Queijos Especiais Forno de Minas, movimento que marca a entrada da empresa no mercado de queijos destinados diretamente ao consumidor.
O projeto começa pela Região Metropolitana de Belo Horizonte, em uma estratégia que a companhia trata como uma espécie de mercado-piloto, com duração estimada entre seis meses e um ano antes de uma eventual expansão para outros estados. A escolha de Minas Gerais não é apenas uma decisão comercial. É também uma aposta na autoridade que o estado construiu em torno do produto. A ideia é usar a resposta do mercado para calibrar portfólio, sabores, embalagens, pontos de venda e logística antes de decidir por uma expansão nacional.
Minas Gerais permanece na liderança nacional da produção e aquisição de leite. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os estabelecimentos sob inspeção sanitária captaram 27,51 bilhões de litros de leite no Brasil em 2025, recorde da série histórica. Minas Gerais respondeu por 23,9% desse volume, mantendo a primeira posição entre os estados.
No mesmo território em que a indústria de laticínios movimenta bilhões de litros de matéria-prima, o queijo também carrega uma dimensão cultural que ultrapassa a prateleira do supermercado. Em dezembro de 2024, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal foram incluídos pela UNESCO na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Segundo a organização, trata-se do primeiro bem cultural brasileiro associado à cultura alimentar a receber esse reconhecimento.
Do ingrediente ao produto final
A entrada no varejo não representa, segundo a empresa, a criação de uma nova competência industrial. O laticínio da Forno de Minas, localizado em Conceição do Pará, na região Centro-Oeste de Minas, produz queijos desde 1997. É nessa unidade que a companhia fabrica o queijo utilizado em suas receitas e também outros produtos lácteos. A operação processa atualmente cerca de 5 milhões de litros de leite por mês, com matéria-prima adquirida diretamente de produtores cadastrados e homologados pelo sistema de controle de qualidade da empresa. O laticínio é habilitado pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura.
É nesse ambiente que a Forno de Minas pretende construir sua nova categoria. “Porque é um movimento natural, não uma aposta em um território desconhecido. Desde o início, fazer os próprios queijos foi a forma de garantir o padrão, a autenticidade e a consistência do ingrediente que está no coração do nosso pão de queijo. Agora, damos um passo além: levamos diretamente ao consumidor uma expertise que já faz parte da nossa história”, afirma Rodrigo Abreu, diretor geral da Forno de Minas.
A diferença, agora, está no destino dessa produção. Até então, o queijo produzido pela unidade abastecia principalmente as próprias receitas da empresa e as operações B2B. Com o lançamento, parte desse conhecimento industrial chega diretamente ao consumidor sob a marca Forno de Minas.
“Temos autonomia real, e isso é um diferencial competitivo importante. O laticínio de Conceição do Pará processa hoje cerca de 5 milhões de litros de leite por mês. É uma operação verticalizada: controlamos desde a captação do leite, comprado diretamente de produtores cadastrados e homologados pelo nosso controle de qualidade, até o produto final”, explica Rodrigo.
Para a companhia, esse modelo permite ter maior previsibilidade de oferta e padronização e reduz a dependência de fornecedores externos para uma matéria-prima que é estratégica para o negócio. O lançamento, porém, não exigiu uma ampliação da estrutura industrial de Conceição do Pará. O queijo produzido no laticínio segue para fracionamento e embalagem.
O projeto também nasce com uma distribuição pensada para diferentes perfis de varejo. A estratégia contempla grandes redes de supermercados e atacarejos em Minas Gerais, supermercados regionais e de vizinhança, além de padarias, empórios, casas de queijo e delicatessens.
Mercado de queijos abre espaço para novas marcas e categorias
A chegada da Forno de Minas ao segmento acontece em um momento de expansão da categoria. Segundo a Euromonitor, o mercado brasileiro de queijos avançou tanto em valor quanto em volume em 2025 e apresenta perspectiva de crescimento anual de dois dígitos em valor nos próximos anos. A consultoria aponta ainda que categorias como queijos macios e duros estão entre as que devem sustentar esse movimento, impulsionadas pela maior variedade de produtos e por mudanças nos hábitos de consumo.
O cenário cria espaço para marcas que consigam combinar diferenciação, origem e qualidade. A primeira linha terá três variedades em embalagens de 150 gramas, são eles: Queijo Minas Padrão, Queijo Tipo Gouda e Queijo Parmesão, além de uma tábua com os três sabores, de 240 gramas. A faixa de preço sugerida para as peças de 150 gramas é de R$ 27,90, já para a tábua é de R$ 37,90.
“O consumidor não está comprando um queijo qualquer com um rótulo bonito, está comprando o queijo de quem faz o melhor pão de queijo do Brasil, feito no coração de Minas, com leite da região e queijo de verdade. Em uma categoria onde a procedência é tudo, ter a Forno de Minas na embalagem é um atalho de confiança”, afirma Adriana Maraccini, diretora de Marketing da empresa.
De Minas para uma possível expansão nacional
A ambição da companhia é ampliar sua presença na categoria, a prioridade é construir a marca na categoria de queijos e fazer com que o consumidor associe diretamente a empresa ao ingrediente que já faz parte de sua história.
“Na categoria pão de queijo, temos expertise de décadas. Em queijos, chegamos com humildade, respeitando o nicho e priorizando a construção da marca. Queremos, antes de tudo, tangibilizar para o consumidor a origem da qualidade da Forno de Minas: o queijo sempre foi o principal ingrediente das nossas receitas e, agora, passa a ter protagonismo próprio para consumo de diferentes formas nos lares”, diz Adriana.
A Forno de Minas nasceu em Minas Gerais e segue profundamente conectada às suas origens. Como parte da McCain, tem ainda mais capacidade de levar essa tradição adiante, sempre com o compromisso de preservar a autenticidade, a qualidade e o sabor que fizeram da marca uma referência. Honrar a cultura mineira e valorizar a terra que apresentou o pão de queijo ao mundo é parte fundamental da história e do futuro da marca. Hoje, a Forno de Minas emprega cerca de 1.500 pessoas e exporta para 14 países. Para Rodrigo Abreu, a expansão para os queijos não representa um afastamento da identidade construída pela empresa, mas justamente o contrário.
Assim, a Forno de Minas inicia sua nova aposta onde sua própria história começou: em Minas Gerais. A diferença é que, desta vez, o queijo que ajudou a construir a marca não estará apenas dentro do pão de queijo, ele estará, também, no centro da estratégia da marca e fazendo parte do dia a dia dos mineiros.







