A Havanna mantém seu plano de expansão no Brasil mesmo enquanto o grupo acionista responsável pela operação no país passa por um processo de renegociação de dívidas.
Segundo informações da Bloomberg Línea, a rede argentina pretende inaugurar mais de 60 unidades no Brasil até o fim de 2026, número equivalente a quase um quarto de sua base atual, que supera 250 lojas, em sua maioria franquias.
“A Havanna segue avançando em seu plano de expansão no Brasil. Até o fim de 2026, mais de 60 novas unidades serão inauguradas no país, incluindo a loja do Jardim Sul”, informou a companhia em nota.
Expansão segue com novos formatos
Em São Paulo, uma das próximas inaugurações está prevista para setembro no Shopping Jardim Sul, com uma operação no formato de heladeria.
O movimento acontece em um mercado de sorvetes cada vez mais disputado, com redes nacionais e internacionais ampliando presença e testando diferentes formatos, faixas de preço e ocasiões de consumo.
A Havanna também vem diversificando sua atuação para além das lojas físicas. Em abril, a marca fechou uma parceria com a Azul para distribuir cerca de 30 mil alfajores em voos internacionais com saída de Viracopos, em Campinas.
Além dos alfajores, o portfólio da marca inclui cafés, salgados, tabletes, ovos de Páscoa, panetones e Havannets.
Grupo renegocia passivo de R$ 127,7 milhões
Ao mesmo tempo em que avança com novas unidades, o grupo controlado pelo empresário Marcos Rothenberg passa por uma recuperação extrajudicial que envolve R$ 127,7 milhões em dívidas.
O processo reúne seis empresas e prevê condições como deságio de até 95% sobre parte dos créditos abrangidos, carência de 12 meses e pagamento em até dez anos.
Em nota à Bloomberg Línea, a Havanna afirmou que o processo está relacionado a obrigações assumidas por outras empresas do grupo acionista e não a questões operacionais ou financeiras da própria marca.
Segundo a companhia, o objetivo da recuperação é evitar que essas obrigações afetem a operação da Havanna e seus compromissos com fornecedores, franqueados e parceiros.
Cenário de consumo adiciona pressão
A expansão ocorre em um ambiente de menor confiança do consumidor. O Índice de Confiança do Consumidor da FGV caiu 3,6 pontos em agosto, para 84,7, atingindo o menor nível desde novembro de 2022.
Mesmo diante desse cenário, a Havanna mantém a estratégia de crescimento no país, apostando em novos pontos de venda, formatos variados e ampliação da presença da marca em diferentes canais.
A empresa opera no Brasil desde 2006 e está presente em cerca de 2,5 mil pontos de venda em 12 países.
Conteúdo elaborado a partir de informações publicadas originalmente pela Bloomberg Línea.







