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Dia Mundial do Coquetel: consumo no foodservice movimenta R$ 2,3 bilhões

Celebrado em 13 de maio, o Dia Mundial do Coquetel reforça a importância das bebidas alcoólicas dentro da experiência de consumo no foodservice. Mesmo em um cenário de retração, os coquetéis seguem movimentando bilhões de reais em bares, restaurantes e operações premium no Brasil.

Dados do CREST, painel de consumo fora do lar da Circana, mostram que o segmento movimentou aproximadamente R$ 2,3 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em março de 2026 (YE Mar’26).

Apesar da relevância da categoria, o mercado registrou forte desaceleração em comparação ao mesmo período do ano anterior, com queda de 40% no faturamento.

O número de transações também recuou. Foram mais de 51,8 milhões de pedidos envolvendo coquetéis no período, retração de 46% frente ao YE Mar’25.

Consumo de coquetéis se concentra na noite

Segundo os dados do CREST, o principal momento de consumo continua sendo as refeições noturnas, responsáveis por cerca de 74% de toda a demanda por coquetéis no foodservice.

O comportamento reforça o papel das bebidas dentro da experiência social ligada ao happy hour, encontros e ocasiões de entretenimento.

Bares e operações fine dining seguem liderando o consumo da categoria, mostrando que o coquetel continua fortemente associado a experiências premium e ambientes de socialização.

Jovens adultos lideram consumo

O público mais presente na categoria está entre consumidores de 25 a 34 anos, faixa que representa quase 44% de todo o consumo registrado.

As mulheres também aparecem como maioria dentro da categoria, concentrando mais de 56% das ocasiões de consumo de coquetéis no foodservice.

O movimento acompanha mudanças mais amplas no mercado de bebidas alcoólicas, com consumidores buscando experiências mais ligadas a sabor, socialização, indulgência e descoberta.

Hábito e indulgência seguem como drivers

Entre os principais motivos de consumo aparecem fatores ligados a hábito e indulgência.

Ainda assim, ambos os drivers perderam força nos últimos 12 meses, especialmente o hábito, que apresentou queda de 18% na comparação anual.

O cenário sugere mudanças importantes no comportamento do consumidor, que passa a selecionar mais as ocasiões de consumo fora do lar diante de fatores como inflação, orçamento mais apertado e transformação das rotinas sociais.

Coquetéis seguem estratégicos para bares e restaurantes

Mesmo com retração nas transações, os coquetéis continuam sendo uma categoria estratégica para operações de foodservice por conta do potencial de margem, ticket médio e experiência.

Nos últimos anos, bares e restaurantes ampliaram investimentos em cartas autorais, ingredientes premium, apresentações instagramáveis e ativações ligadas à mixologia.

O movimento também acompanha o crescimento da cultura de drinks no Brasil, impulsionada por tendências como coquetelaria artesanal, baixo teor alcoólico, bebidas funcionais e experiências sensoriais.

Para o foodservice, a categoria segue relevante principalmente em operações noturnas, bares premium e estabelecimentos focados em experiência e permanência do consumidor.

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