A primeira plenária do IFB em 2026 trazendo dados, networking e integração em todos os elos da cadeia.
Abrir o ano dentro de um dos maiores players de tecnologia e delivery da América Latina não foi apenas simbólico. Foi coerente com o momento do setor. O foodservice brasileiro está cada vez mais digital, mais integrado e mais orientado por dados.
A agenda trouxe inteligência de mercado, desempenho do setor, cenários e projeções para 2026. E, no Conexão IFB – Pós NRF, a discussão avançou para o que realmente importa: a nova jornada do consumidor e as transformações estruturais do varejo e do foodservice
O retrato de 2025: crescimento com tensão
Os dados apresentados mostram um setor resiliente, mas sob pressão:
- Crescimento moderado do gasto (+1%)
- Queda de tráfego (-5%)
- Aumento de ticket médio (+6%)
- Recorde de gasto anual
O consumidor continua presente, mas consome com menos frequência. Compra melhor, escolhe mais, compara mais.
Esse é o novo ponto de partida para 2026.

Contexto Brasil: renda cresce, mas seletividade aumenta
O cenário macro ajuda a explicar o comportamento:
- Desemprego em patamar historicamente baixo
- Massa salarial recorde
- IPCA desacelerando
- Alimentação fora do lar ainda pressionada
- Aumento da inadimplência
Há renda circulando, mas há cautela.

O consumidor não deixou o foodservice. Ele reorganizou prioridades.
Wise Sales: inteligência de dados aplicada à expansão do setor
A Wise Sales apresentou como a inteligência de dados vem se tornando um diferencial competitivo para a cadeia do foodservice. A partir do monitoramento de mais de 1,2 milhão de estabelecimentos e da análise de centenas de milhares de cardápios digitais, a empresa transforma dados públicos em insights estratégicos para indústrias e distribuidores, permitindo segmentação mais precisa, definição de territórios prioritários e planos de expansão mais assertivos.

iFood Benefícios: ecossistema financeiro que fortalece e profissionaliza o foodservice

A apresentação do iFood Benefícios reforçou a força do ecossistema ampliado da companhia e seu papel na transformação do varejo brasileiro. Ao integrar benefícios corporativos, crédito, meios de pagamento e soluções financeiras dentro de uma mesma plataforma, o iFood mostra como deixou de ser apenas um aplicativo de delivery para se tornar infraestrutura de crescimento do setor.
Os números apresentados evidenciam impacto concreto: a maioria dos restaurantes que acessaram recursos financeiros pela plataforma relatou influência positiva nos negócios, apoio ao crescimento e avanço na profissionalização da operação — especialmente em um contexto em que muitos empreendedores não encontram aprovação no sistema bancário tradicional.
Mais do que conveniência, o ecossistema do iFood Benefícios representa inclusão financeira, geração de eficiência e fortalecimento da economia urbana, ampliando as possibilidades de desenvolvimento para o foodservice brasileiro.
O que a NRF reforça para o foodservice
No Conexão IFB – Pós NRF, o debate trouxe aprendizados claros:

1. A jornada deixou de ser linear
Hoje ela é híbrida, digital e fragmentada:
- Descoberta nas redes
- Influência via creators
- Live commerce
- Social commerce
- Decisão dentro do app
- Experiência física
- Recompra digital
Quem não integrar esses pontos perde relevância.
2. A loja física mudou de papel
O ponto físico precisa ser:
- Experiência de marca
- Espaço de relacionamento
- Hub logístico
- Canal integrado ao delivery
- Plataforma de retail media
A loja deixa de ser apenas PDV e passa a ser ativo estratégico do ecossistema.
3. Retail media não é tendência, é modelo
Retail media passa a apoiar o consumidor na decisão e a gerar nova fonte de receita para operadores e plataformas.
No foodservice, isso se traduz em:
- Recomendações dentro dos apps
- Destaques pagos
- Inteligência de sortimento
- Personalização da oferta
Dados deixam de ser suporte. Viram motor de crescimento.
Integração da cadeia: o fim dos silos
Um dos pontos mais fortes do Conexão IFB foi a necessidade de integrar os elos.
Indústria, distribuição e operador ainda trabalham com informações fragmentadas. Mas o novo cenário exige:
- Orquestração de dados
- Integração de sell-in e sell-out
- Resposta mais rápida
- Planejamento colaborativo
- Inteligência territorial
O setor cresce, mas a complexidade aumenta.
Mudança estrutural, não conjuntural
O que ficou claro na plenária:
Não estamos falando de adaptação pontual.
Estamos falando de uma reconfiguração estrutural do foodservice:
- Frequência menor, ticket maior
- Premiumização e polarização
- Consumidor mais consciente
- Digital como infraestrutura
- Loja como plataforma
- Ecossistemas integrados
Tecnologia não pode mais ser acessório.
Ela precisa ser parte da base operacional do negócio.
Comida Invisível: eficiência operacional com impacto socioambiental
A Comida Invisível reforçou na plenária que eficiência operacional e impacto socioambiental podem — e devem — caminhar juntos. A iniciativa conecta empresas com excedentes de alimentos a organizações sociais, estruturando uma rede que reduz desperdício, gera impacto positivo e fortalece a agenda ESG do foodservice.

Mais do que intermediação, a solução oferece suporte técnico, treinamentos personalizados e acompanhamento dos parceiros, garantindo aplicação prática nas operações. Em um cenário de margens pressionadas e consumidor mais consciente, reduzir perdas deixa de ser apenas responsabilidade ambiental e passa a ser estratégia de negócio.
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A primeira plenária de 2026 abriu o ano com clareza estratégica: quem entender a nova jornada e integrar a cadeia estará preparado para capturar o crescimento projetado para o setor.
Os desdobramentos completos e análises aprofundadas estão disponíveis no Portal Foodbiz.







