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Plenária IFB Fevereiro 2026: o foodservice diante de uma mudança estrutural

A primeira plenária do IFB em 2026 trazendo dados, networking e integração em todos os elos da cadeia.

Abrir o ano dentro de um dos maiores players de tecnologia e delivery da América Latina não foi apenas simbólico. Foi coerente com o momento do setor. O foodservice brasileiro está cada vez mais digital, mais integrado e mais orientado por dados.

A agenda trouxe inteligência de mercado, desempenho do setor, cenários e projeções para 2026. E, no Conexão IFB – Pós NRF, a discussão avançou para o que realmente importa: a nova jornada do consumidor e as transformações estruturais do varejo e do foodservice

O retrato de 2025: crescimento com tensão

Os dados apresentados mostram um setor resiliente, mas sob pressão:

  • Crescimento moderado do gasto (+1%)
  • Queda de tráfego (-5%)
  • Aumento de ticket médio (+6%)
  • Recorde de gasto anual

O consumidor continua presente, mas consome com menos frequência. Compra melhor, escolhe mais, compara mais.

Esse é o novo ponto de partida para 2026.

Contexto Brasil: renda cresce, mas seletividade aumenta

O cenário macro ajuda a explicar o comportamento:

  • Desemprego em patamar historicamente baixo
  • Massa salarial recorde
  • IPCA desacelerando
  • Alimentação fora do lar ainda pressionada
  • Aumento da inadimplência

Há renda circulando, mas há cautela.

O consumidor não deixou o foodservice. Ele reorganizou prioridades.

Wise Sales: inteligência de dados aplicada à expansão do setor

A Wise Sales apresentou como a inteligência de dados vem se tornando um diferencial competitivo para a cadeia do foodservice. A partir do monitoramento de mais de 1,2 milhão de estabelecimentos e da análise de centenas de milhares de cardápios digitais, a empresa transforma dados públicos em insights estratégicos para indústrias e distribuidores, permitindo segmentação mais precisa, definição de territórios prioritários e planos de expansão mais assertivos.

iFood Benefícios: ecossistema financeiro que fortalece e profissionaliza o foodservice

A apresentação do iFood Benefícios reforçou a força do ecossistema ampliado da companhia e seu papel na transformação do varejo brasileiro. Ao integrar benefícios corporativos, crédito, meios de pagamento e soluções financeiras dentro de uma mesma plataforma, o iFood mostra como deixou de ser apenas um aplicativo de delivery para se tornar infraestrutura de crescimento do setor.

Os números apresentados evidenciam impacto concreto: a maioria dos restaurantes que acessaram recursos financeiros pela plataforma relatou influência positiva nos negócios, apoio ao crescimento e avanço na profissionalização da operação — especialmente em um contexto em que muitos empreendedores não encontram aprovação no sistema bancário tradicional.

Mais do que conveniência, o ecossistema do iFood Benefícios representa inclusão financeira, geração de eficiência e fortalecimento da economia urbana, ampliando as possibilidades de desenvolvimento para o foodservice brasileiro.



O que a NRF reforça para o foodservice

No Conexão IFB – Pós NRF, o debate trouxe aprendizados claros:

1. A jornada deixou de ser linear

Hoje ela é híbrida, digital e fragmentada:

  • Descoberta nas redes
  • Influência via creators
  • Live commerce
  • Social commerce
  • Decisão dentro do app
  • Experiência física
  • Recompra digital

Quem não integrar esses pontos perde relevância.

2. A loja física mudou de papel

O ponto físico precisa ser:

  • Experiência de marca
  • Espaço de relacionamento
  • Hub logístico
  • Canal integrado ao delivery
  • Plataforma de retail media

A loja deixa de ser apenas PDV e passa a ser ativo estratégico do ecossistema.

3. Retail media não é tendência, é modelo

Retail media passa a apoiar o consumidor na decisão e a gerar nova fonte de receita para operadores e plataformas.

No foodservice, isso se traduz em:

  • Recomendações dentro dos apps
  • Destaques pagos
  • Inteligência de sortimento
  • Personalização da oferta

Dados deixam de ser suporte. Viram motor de crescimento.

Integração da cadeia: o fim dos silos

Um dos pontos mais fortes do Conexão IFB foi a necessidade de integrar os elos.

Indústria, distribuição e operador ainda trabalham com informações fragmentadas. Mas o novo cenário exige:

  • Orquestração de dados
  • Integração de sell-in e sell-out
  • Resposta mais rápida
  • Planejamento colaborativo
  • Inteligência territorial

O setor cresce, mas a complexidade aumenta.

Mudança estrutural, não conjuntural

O que ficou claro na plenária:

Não estamos falando de adaptação pontual.

Estamos falando de uma reconfiguração estrutural do foodservice:

  • Frequência menor, ticket maior
  • Premiumização e polarização
  • Consumidor mais consciente
  • Digital como infraestrutura
  • Loja como plataforma
  • Ecossistemas integrados

Tecnologia não pode mais ser acessório.
Ela precisa ser parte da base operacional do negócio.



Comida Invisível: eficiência operacional com impacto socioambiental

A Comida Invisível reforçou na plenária que eficiência operacional e impacto socioambiental podem — e devem — caminhar juntos. A iniciativa conecta empresas com excedentes de alimentos a organizações sociais, estruturando uma rede que reduz desperdício, gera impacto positivo e fortalece a agenda ESG do foodservice.

Mais do que intermediação, a solução oferece suporte técnico, treinamentos personalizados e acompanhamento dos parceiros, garantindo aplicação prática nas operações. Em um cenário de margens pressionadas e consumidor mais consciente, reduzir perdas deixa de ser apenas responsabilidade ambiental e passa a ser estratégia de negócio.

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A primeira plenária de 2026 abriu o ano com clareza estratégica: quem entender a nova jornada e integrar a cadeia estará preparado para capturar o crescimento projetado para o setor.

Os desdobramentos completos e análises aprofundadas estão disponíveis no Portal Foodbiz.

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