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Ready to Drink avança no Brasil enquanto a cerveja perde espaço

O mercado de bebidas alcoólicas passa por uma mudança silenciosa — e rápida. Enquanto o consumo de cerveja recua no Brasil, os chamados Ready to Drink (RTDs), ou drinks prontos para beber, ganham relevância e reposicionam estratégias de grandes marcas.

Mais do que números, o movimento reflete uma mudança de comportamento — especialmente entre millennials e a geração Z.

Conveniência, moderação e experiência

Os RTDs combinam atributos que dialogam diretamente com o consumidor atual: praticidade, controle de consumo e proposta de experiência.

A lógica é simples: menos preparo, mais conveniência. Em um cenário urbano acelerado, bebidas prontas eliminam etapas — e ainda entregam variedade de sabores e posicionamento mais premium.

Além disso, entram em cena temas como moderação alcoólica e experimentação, dois vetores importantes para as novas gerações.

Crescimento acelerado, mas ainda com espaço

Apesar do avanço, o mercado ainda é pequeno quando comparado ao universo cervejeiro. No Brasil, os RTDs representam uma fatia reduzida do consumo total de álcool, enquanto em mercados mais maduros já atingem participação relevante.

Isso indica um ponto importante: o crescimento não é apenas tendência — é também uma oportunidade em aberto.

Nos últimos anos, a categoria tem avançado em ritmo superior ao da cerveja, reforçando seu potencial de expansão.

Do Carnaval ao dia a dia

O avanço dos RTDs também aparece no consumo fora do lar. Em grandes eventos e datas sazonais, a categoria cresce acima da média, sinalizando maior aceitação e experimentação.

Outro sinal relevante é a ampliação do público consumidor, com maior penetração entre diferentes perfis, o que indica que os RTDs deixam de ser nichados e passam a disputar ocasiões de consumo mais amplas.

Marcas tradicionais em adaptação

O crescimento acelerado tem pressionado players consolidados a rever portfólio, linguagem e posicionamento.

Marcas que nasceram com foco no público jovem mostram a força de uma construção alinhada a estilo de vida e branding. Ao mesmo tempo, grandes grupos reagem com inovação em produtos, novas embalagens e expansão de ocasiões de consumo.

O movimento inclui desde releituras de categorias tradicionais até o desenvolvimento de versões prontas de coquetéis clássicos, com foco em momentos como brunch, eventos ao ar livre, festas e encontros informais.

A disputa não é só por produto, mas por relevância cultural.

O que isso muda para o foodservice

Para bares, restaurantes e operadores, os RTDs trazem algumas implicações claras:

  • Redução de complexidade operacional no bar
  • Ampliação de portfólio sem aumento de equipe ou insumos
  • Possibilidade de trabalhar ocasiões específicas (praia, eventos, brunch, happy hour)
  • Maior alinhamento com o comportamento de consumo jovem

Mais do que substituir a cerveja, os RTDs expandem o leque de consumo — especialmente em momentos em que praticidade e experiência falam mais alto.

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Fonte: IstoÉDinheiro

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