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Firehouse Subs acelera expansão no Brasil

Menos de um ano após estrear no Brasil, a Firehouse Subs já começa a mostrar sinais de tração acima do esperado. A rede norte-americana especializada em sanduíches em baguetes não só superou as metas iniciais, como acelerou o plano de expansão no país — um movimento que chama atenção para quem acompanha o foodservice pelo Portal Foodbiz.

A marca, que inaugurou sua primeira unidade brasileira em junho de 2024, já soma 12 lojas em operação. O número ultrapassa a projeção original, que previa encerrar 2025 com apenas cinco unidades. Na prática, o ano passado terminou com oito lojas abertas, antecipando o ritmo de crescimento da operação.

Por trás da chegada ao Brasil está uma joint venture entre a Restaurant Brands International (RBI) — grupo que controla Burger King, Popeyes e Tim Hortons — e o executivo Iuri Miranda, ex-CEO da Zamp. Hoje, Miranda lidera a operação como CEO da Firehouse Subs Brasil.

Segundo o executivo, o desempenho acima do esperado reflete um planejamento prévio consistente. “Todo o estudo que fizemos antes da abertura da primeira loja está se comprovando”, afirma. Embora a empresa não divulgue faturamento, ele destaca que a maturação das unidades e o retorno sobre investimento estão dentro do previsto.

A estratégia agora é clara: ganhar escala rapidamente. A meta para este ano é chegar a 24 unidades — o triplo do número registrado no fim de 2024.

A 12ª loja, inaugurada no Shopping Cidade São Paulo, reforça um ponto central da operação: a concentração em shoppings centers e, principalmente, na capital paulista. A ideia é garantir capilaridade e reconhecimento de marca antes de avançar geograficamente.

“Para uma marca nova, cobrir bem a cidade é fundamental”, explica Miranda. A expansão para o interior de São Paulo e outros estados deve começar a partir de 2026.

Outro ponto relevante da estratégia é o modelo de operação. Até agora, todas as lojas são próprias. A decisão tem um objetivo claro: testar, ajustar e consolidar o modelo antes de abrir franquias — algo previsto apenas a partir de 2028.

Enquanto expande, a Firehouse Subs também vem adaptando sua proposta ao consumidor brasileiro. Entre os ajustes, estão mudanças no cardápio — especialmente em relação ao uso de pimenta — e melhorias na experiência de compra.

As lojas operam com totens de autoatendimento, mas a rede percebeu a necessidade de apoio humano. Foram incluídos atendentes próximos aos equipamentos para ajudar clientes a entender melhor os produtos, muitos deles ainda pouco familiares no Brasil.

Além disso, a empresa tem adotado uma abordagem bastante direta para ouvir o consumidor. Executivos, incluindo o próprio CEO, frequentam as unidades para conversar com clientes, enquanto a marca monitora avaliações online para ajustar a operação em tempo real.

O foco em shoppings também faz parte da construção de marca. Em mercados internacionais, a Firehouse Subs já opera com lojas de rua e drive-thru — formatos que devem começar a aparecer no Brasil gradualmente a partir do próximo ano.

O plano de investimento acompanha a ambição. A expectativa é aportar cerca de R$ 200 milhões nos três primeiros anos de operação. Cada unidade exige aproximadamente US$ 200 mil (cerca de R$ 1 milhão), com payback estimado em até três anos.

Hoje, o cardápio conta com 15 tipos de sanduíches em baguetes de três tamanhos, com tíquete médio de R$ 50. No longo prazo, a meta é robusta: chegar a 500 lojas no Brasil até 2025.

Globalmente, a Firehouse Subs já soma mais de 1,3 mil unidades, com presença em mercados como Estados Unidos, Canadá, México, Suíça e Emirados Árabes — e agora aposta no Brasil como uma das principais avenidas de crescimento.


Conteúdo publicado pela PEGN e adaptado para o portal Foodbiz

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