O Giraffas completou 45 anos em 2026 consolidando uma trajetória que transformou uma pequena lanchonete de Brasília em uma das maiores redes de alimentação do país. Após registrar faturamento de R$ 1,07 bilhão em 2025, a empresa projeta crescer 8,5% neste ano, impulsionada por investimentos em tecnologia, expansão geográfica e fortalecimento da operação de franquias.
Hoje, a rede soma cerca de 400 restaurantes em operação, mais de 10 mil colaboradores e presença em todas as regiões do Brasil.
Segundo Carlos Guerra, fundador e CEO do Giraffas, a adaptação constante ao comportamento do consumidor foi um dos fatores centrais para o crescimento da marca ao longo das últimas décadas.
De lanchonete a rede multiformato
O negócio nasceu em 1981 com foco em lanches, mas rapidamente passou a ampliar o cardápio para atender diferentes momentos de consumo.
A empresa percebeu cedo a força das refeições tradicionais no mercado brasileiro e passou a investir em pratos com arroz, feijão e proteínas, além de sobremesas e linhas voltadas ao público infantil.
Atualmente, cerca de dois terços das vendas da rede vêm das refeições, enquanto os sanduíches representam aproximadamente um terço do volume comercializado. As sobremesas respondem por cerca de 10% do faturamento.
“As sobremesas e as opções direcionadas ao público infantil se tornaram importantíssimos. A linha infantil nos trouxe uma diferenciação muito forte no mercado”, afirmou Guerra.
Modelo de franquias sustenta expansão
A expansão via franchising começou nos anos 1990, em um momento em que o setor ainda dava os primeiros passos no Brasil.
Hoje, todas as unidades do Giraffas operam no modelo de franquia. A estratégia da empresa prioriza multifranqueados, movimento que ajudou a acelerar a expansão com maior padronização operacional.
Atualmente, a rede conta com cerca de 160 franqueados para administrar as 400 unidades em operação. Segundo a empresa, alguns operadores já administram dezenas de restaurantes da marca.
Tecnologia vira prioridade
Entre os principais focos para 2026 está o avanço tecnológico da operação. O Giraffas planeja investir R$ 8,5 milhões em soluções ligadas a autoatendimento, cashback, análise de dados e melhoria da experiência do consumidor.
Os totens de autoatendimento já estão presentes em metade das lojas e a meta é universalizar a tecnologia até outubro.
Segundo o CEO, além de melhorar a experiência do cliente, a digitalização também ajuda a aumentar a eficiência operacional e reduzir custos para os franqueados.
Delivery e lojas de rua ganham espaço
Outra frente estratégica envolve a expansão das lojas de rua e o fortalecimento do delivery.
Durante a pandemia, as entregas chegaram a representar 35% da receita da rede. Atualmente, o delivery responde por cerca de 10% do faturamento total, índice que chega a 20% nas unidades de rua.
Hoje, cerca de 62% das lojas do Giraffas ainda estão localizadas em shopping centers, mas a empresa pretende acelerar o crescimento em pontos de rua nos próximos anos.
A expectativa é inaugurar entre 25 e 30 novas unidades por ano.
Expansão internacional entra no radar
Além do mercado brasileiro, o Giraffas também começou a estruturar sua expansão internacional.
A rede está em estágio avançado de implantação no Paraguai e avalia oportunidades no Chile. A previsão é inaugurar a primeira unidade fora do Brasil ainda em 2026.
Cada operação internacional deve exigir investimento próximo de R$ 1 milhão, e apenas no Paraguai o plano prevê até 10 lojas.
Para o mercado de foodservice, o movimento reforça uma tendência cada vez mais presente no setor: redes nacionais apostando em tecnologia, diversificação de formatos e internacionalização para sustentar crescimento em um ambiente mais competitivo.
Conteúdo publicado pela PEGN e adaptado para o Portal Foodbiz







