No fim de 2025, o PNUMA lançou um programa para acelerar meta global para reduzir pela metade as perdas de alimentos até 2030, reforçando a urgência de novas soluções. No Brasil, esse movimento já é realidade com a Connecting Food, que, por meio de tecnologia, já redistribuiu mais de 21 mil toneladas de alimentos, beneficiando 2 milhões de pessoas, evitou a emissão de 50 mil toneladas de CO₂, contribuiu para 39 milhões de refeições e apoiou mais de 700 organizações sociais.
Em uma década, a empresa evoluiu de uma operação baseada em planilhas de Excel para uma plataforma tecnológica capaz de redistribuir alimentos em escala, unindo eficiência operacional e impacto social. No início, o processo era majoritariamente manual, com gestão de doações, comunicação com parceiros e articulação com organizações sociais feitas de forma descentralizada. Com o crescimento da operação, a complexidade aumentou e tornou clara a necessidade de evolução. Nesse cenário, a tecnologia e a inteligência artificial passaram a atuar como aliadas estratégicas, tornando o processo mais simples, seguro e eficiente, além de ampliar a capacidade de conexão entre empresas doadoras, organizações sociais e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Nos últimos anos, a inteligência artificial acelerou ainda mais esse processo, trazendo ganhos relevantes de eficiência e escala. “A gente teve um salto gigante. Conseguimos fazer desenvolvimentos cada vez mais rápidos e eficientes, melhorar gestão, acessibilidade e acompanhamento. A tecnologia sempre esteve com a gente, mas agora estamos em outro patamar”, afirma Alcione, fundadora da Connecting Food.
Como funciona?
A Connecting Food atua como uma ponte entre empresas da cadeia alimentar e organizações sociais. Por meio de sua plataforma, alimentos próprios para consumo, mas que perderam valor comercial, seja por estética, proximidade da validade ou excesso de estoque, são rapidamente identificados e redirecionados para OSCs que trabalham com pessoas em situação de vulnerabilidade.
A tecnologia e a Inteligência Artificial são aliadas para tornar o processo mais simples, seguro e escalável. A foodtech utiliza a automação e inteligência de dados para organizar fluxos operacionais, priorizar ações, identificar gargalos e reduzir falhas na ponta, além de padronizar critérios e apoiar a tomada de decisão. A plataforma consolida informações de doadores e organizações sociais, garantindo controle, visibilidade do status das doações e geração de indicadores de impacto (social, ambiental e operacional), permitindo que a redistribuição deixe de depender de esforços manuais e se transforme em uma rotina contínua, eficiente e mensurável.
Na prática, isso permite que empresas reduzam desperdícios e custos operacionais, enquanto organizações sociais ganham previsibilidade no recebimento de alimentos, ampliando sua capacidade de atendimento.
Mais do que digitalizar processos, a evolução tecnológica trouxe inteligência para a operação. O uso de dados permite antecipar demandas, reduzir perdas e tornar a redistribuição mais eficiente — um avanço que beneficia todos os elos da cadeia. Para as empresas, representa redução de custos e ganho em indicadores ESG. Para as organizações sociais, maior previsibilidade. Para a população atendida, acesso mais consistente a alimentos de qualidade.
A Connecting Food também atua de forma estratégica no ecossistema de redução de perdas e desperdício de alimentos no Brasil. Como parceira técnica da agenda Brasil Sem Desperdício (BSD) — iniciativa internacional capitaneada pela WRAP UK e liderada no país pela WWF — a foodtech apoia empresas e organizações na mensuração e gestão de dados sobre desperdício. A atuação inclui a estruturação de rotinas de coleta e qualificação de informações, definição de indicadores comparáveis e desenvolvimento de diagnósticos que orientam ações práticas de prevenção e redução.
Além disso, a empresa realiza diagnósticos territoriais em estados brasileiros para mapear gargalos, oportunidades e a disponibilidade de excedentes ao longo da cadeia alimentar, conectando evidências a recomendações de ação e governança. Esse trabalho é fortalecido pela articulação com iniciativas como o Todos à Mesa e o Pacto Contra a Fome, ampliando o impacto da Connecting Food para além da redistribuição de alimentos.
Atualmente, a Connecting Food está presente em 325 cidades, distribuídas por 26 estados e pelo Distrito Federal, consolidando uma rede nacional de redistribuição de alimentos. A operação conecta varejistas, indústrias e organizações sociais por meio de uma plataforma tecnológica que amplia a eficiência logística e potencializa o impacto social das doações.
Entre os parceiros da foodtech estão empresas como GPA, Assaí Atacadista, Proença Supermercados e Bauducco, que integram a rede de combate ao desperdício e insegurança alimentar estruturada pela companhia. “Em um país no qual milhões de pessoas ainda enfrentam insegurança alimentar, soluções que combinam escala, tecnologia e impacto deixam de ser alternativas e passam a ser parte essencial da resposta ao problema. Reduzir o desperdício e ampliar o acesso a alimentos não é apenas possível, é urgente. E a tecnologia é o caminho para tornar isso viável em larga escala”, finaliza a executiva.
Sobre a Connecting Food:
Fundada em 2016 pela engenheira de alimentos Alcione Pereira, a Connecting Food é uma empresa brasileira especializada em conectar alimentos que seriam descartados por empresas, mas ainda são bons para o consumo, às organizações sociais que atendem pessoas em vulnerabilidade social. Atualmente, conta com uma rede de mais de 700 OSCs presentes nas 27 unidades federativas do país. Ao lado de grandes empresas da cadeia de alimentos, como GPA, Assaí Atacadista e Proença Supermercados, a Connecting Food já auxiliou na redistribuição de 20 mil toneladas de alimentos que seriam desperdiçados, garantindo o complemento de cerca de 37 milhões de refeições. Saiba mais sobre a empresa clicando aqui.






