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FoodBiz

GSA Alimentos alcança aterro zero e passa a aproveitar 100% dos resíduos

Indústria reduziu em cerca de 25% a geração de resíduos e elevou índice de reciclagem para 93%; materiais restantes são destinados à recuperação energética

A GSA Alimentos alcançou o status de aterro zero em sua operação de Aparecida de Goiânia (GO), com o aproveitamento de 100% dos resíduos industriais gerados pela fábrica. A iniciativa combina reciclagem, reaproveitamento de resíduos orgânicos e recuperação energética.

Entre 2024 e 2025, a companhia reduziu em aproximadamente 25% a geração de resíduos e ampliou o índice de reciclagem de 89% para 93%. Os 7% restantes passaram a ser destinados à recuperação energética, eliminando o envio de resíduos industriais para aterros.

A estratégia faz parte das iniciativas ESG da empresa e utiliza princípios de economia circular e rastreabilidade para acompanhar os materiais desde sua geração até a destinação final.

Separação começa dentro da fábrica

O processo tem início ainda na produção, com a separação dos resíduos por categorias, como plástico, papelão e materiais orgânicos. A partir dessa divisão, cada tipo é encaminhado para empresas responsáveis por seu reaproveitamento.

“Todo o resíduo passa por um gerenciamento rigoroso. Aqui dentro, cada material é separado por categoria, plástico, papelão e resíduos orgânicos, o que permite direcionar os materiais corretamente para empresas que o reintroduzem em novos processos produtivos”, explica Sandra Silveira, gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da GSA.

Segundo a empresa, a utilização de materiais reciclados também contribui para reduzir a demanda por matérias-primas virgens e o consumo de recursos naturais associados aos processos produtivos.

Resíduos orgânicos viram ração animal

Na frente de resíduos orgânicos, a GSA afirma reaproveitar 100% do material gerado internamente para a produção de ração animal. Dessa forma, os resíduos retornam à cadeia produtiva por meio do setor agropecuário.

A rastreabilidade formal dessa operação passou a ser documentada em 2024, quando a companhia estruturou uma equipe ambiental voltada à implantação de um sistema de gestão alinhado à ISO 14001.

Para acompanhar os resultados, a empresa monitora mensalmente tanto o volume quanto a destinação de cada categoria de resíduo.

Um dos indicadores adotados mede a quantidade de resíduos gerada por caixa produzida. A métrica passou a integrar os objetivos ambientais da companhia no segundo semestre de 2024 e permite relacionar o impacto da operação ao volume efetivamente produzido.

Materiais não recicláveis geram energia

Os resíduos que não podem ser reciclados são encaminhados para coprocessamento industrial. Nesse processo, os materiais são utilizados como fonte energética em fornos industriais.

Após o aproveitamento energético, as cinzas resultantes do processo são incorporadas à fabricação de cimento, segundo a companhia.

“Mesmo quando não há reaproveitamento direto, o resíduo ainda gera energia. No fim da cadeia, nada é descartado”, afirma Sandra.

Com o modelo, a GSA busca reduzir a quantidade de materiais descartados e ampliar sua reinserção em outras cadeias produtivas, utilizando reciclagem, aproveitamento orgânico e recuperação energética como alternativas à destinação em aterros industriais.

Com informações do STG News.

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