Em entrevista ao Valor Econômico, a vice-presidente executiva do Instituto Foodservice Brasil (IFB), Ingrid Devisate, comentou os desafios atuais do setor de alimentação fora do lar no país.
Após dois anos em que os reajustes de preços ajudaram a sustentar o crescimento do foodservice, empresas começam a buscar novas estratégias para manter a expansão em um cenário de consumidor mais sensível ao orçamento. Entre os caminhos apontados estão digitalização do atendimento, engenharia de cardápio e programas de fidelidade, iniciativas que ajudam a aumentar eficiência e melhorar a experiência do cliente.
Dados da pesquisa CREST, realizada pela Gouvêa Inteligência para o IFB, mostram que o setor faturou R$ 223,5 bilhões em 2025, com alta de 1,5% em relação ao ano anterior. Apesar do aumento de 6% no ticket médio, o número de visitas caiu 5%, indicando um desafio crescente para atrair consumidores de volta aos restaurantes.
Segundo Ingrid Devisate, a estratégia baseada apenas em aumento de preços tende a perder força.
“Esse crescimento via preço não é sustentável. O grande desafio do setor é voltar a trazer frequência”, afirmou a executiva ao Valor Econômico.
Para 2026, a expectativa é de crescimento moderado do gasto no foodservice, estimado em 1,7% em um cenário neutro, o que reforça a necessidade de as empresas buscarem novas formas de gerar valor para o consumidor.
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