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Cadeias americanas priorizam eficiência em meio à pressão de custos

As grandes redes de alimentação dos Estados Unidos estão entrando em um novo ciclo: menos foco em expansão e mais atenção à eficiência. De McDonald’s a Starbucks, o movimento é claro — ajustar custos diante de um cenário em que operar ficou mais caro e o consumidor mais cauteloso.

Segundo a National Restaurant Association, 9 em cada 10 empresas do setor já projetam que custos com alimentos, mão de obra e operação seguirão como principal desafio em 2026. Esse peso crescente aparece diretamente nos resultados: cerca de 40% dos restaurantes nos EUA devem fechar 2025 sem lucro, enquanto os preços dos alimentos já acumulam alta de 37% desde 2020. No serviço de mesa, as margens encolheram para cerca de 2,8%, bem abaixo do período pré-pandemia.

Ao mesmo tempo, comer fora ficou relativamente mais caro do que consumir em casa. Uma análise da McKinsey aponta aumento de 6% nos preços de refeições fora do lar entre 2024 e 2025. E, olhando para frente, a Deloitte mostra que 88% dos executivos do setor veem custos de insumos e mão de obra como o principal risco — especialmente porque o repasse de preços começa a encontrar limites.

Esse cenário já impacta o comportamento do consumidor. Cerca de 40% dos americanos dizem ter reduzido a frequência com que comem fora, priorizando opções mais baratas ou simplesmente diminuindo o hábito. Comer fora deixa de ser rotina e passa a ser uma escolha mais calculada.

As grandes redes estão respondendo rapidamente. O McDonald’s, por exemplo, reconheceu a retração do público de menor renda e vem reforçando estratégias de valor para manter esses clientes. A Starbucks segue ampliando o peso do digital: pedidos via app já representam aproximadamente um terço das transações nos EUA.

Outros grupos também sentem a mudança. A Darden Restaurants, dona do Olive Garden, observa clientes migrando para opções mais acessíveis. Já o Chipotle percebe maior cautela no consumo de tickets mais altos.

No operacional, a resposta tem sido enxugar. Menus mais curtos, foco em itens de maior margem e otimização da cadeia de suprimentos entram no centro da estratégia. A lógica é clara: crescer menos, mas operar melhor.

Para o foodservice global, o que se desenha é uma virada relevante — e que também serve de alerta para outros mercados, como o brasileiro. A eficiência deixa de ser diferencial e passa a ser condição básica.

Fonte: Hanoimoi.vn

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