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Preço do self-service em São Paulo varia até 94% entre regiões

Comer fora de casa em São Paulo pode custar quase o dobro dependendo do bairro. É o que mostra um levantamento do Procon-SP em parceria com o Dieese, que analisou 350 restaurantes self-service nas cinco regiões da capital.

Os dados revelam um cenário bem desigual. No modelo de preço fixo, a variação chega a 94,3%: enquanto na Zona Norte a refeição custa, em média, R$ 36,74, na Zona Sul o valor sobe para R$ 71,39.

No sistema por quilo, a diferença é menor, mas ainda relevante. Os preços vão de R$ 79,49 (Zona Norte) a R$ 94,36 (Zona Oeste), uma variação de 18,7%.

Na média geral da cidade, o self-service por quilo custa R$ 86,86, enquanto o modelo de preço fixo fica em R$ 58,91. Já opções mais econômicas seguem presentes no cardápio do brasileiro, como o prato feito (R$ 38,65) e o prato executivo de frango (R$ 42,98).

O estudo reforça um ponto importante para o foodservice: localização pesa — e muito — na formação de preço. Regiões com maior concentração de escritórios e público com maior poder aquisitivo tendem a praticar valores mais altos. Em contrapartida, essas áreas também costumam oferecer maior variedade e itens de custo mais elevado.

Outro destaque é o comportamento dos operadores. Muitos estabelecimentos trabalham com mais de um modelo de serviço (quilo, preço fixo, executivo), o que amplia as possibilidades para o consumidor, mas também aumenta a complexidade na percepção de valor.

No histórico, o avanço dos preços chama atenção. Desde 2020, o self-service por quilo acumulou alta de 65,93%, superando a inflação do período, medida pelo INPC (40,23%). Para o setor, o dado reforça a pressão de custos e a necessidade constante de ajustes estratégicos.

Fonte: G1

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