Um movimento silencioso, mas cada vez mais visível, vem moldando a indústria de alimentos e bebidas. A chamada alteraflação — quando empresas reformulam produtos para reduzir custos e proteger margens sem alterar significativamente o preço final — ganhou destaque ao afetar categorias tradicionais como biscoitos, chocolates e laticínios. O famoso leite condensado que virou “mistura láctea condensada” gerou uma discussão mais ampla destacando até que ponto é possível ajustar a composição de um alimento sem comprometer sua essência.
Embora o termo carregue uma conotação polêmica, especialistas afirmam que o fenômeno também revela a complexidade dos desafios que as marcas enfrentam diante da inflação de insumos, da volatilidade de preços e das novas demandas dos consumidores. É nesse contexto que empresas como a MasterSense, empresa de food design especializada em ingredientes e aromas para a indústria de alimentos e bebidas, posiciona-se como um parceiro essencial para guiar a indústria a navegar por essa complexidade. A empresa destaca que a necessidade de otimizar custos não precisa, e nem deve, resultar na perda de qualidade nutricional ou de valor percebido pelo consumidor.
“O desafio não está apenas em reduzir custos, mas em fazer isso de forma responsável, garantindo que o produto mantenha sabor, textura e apelo nutricional. Nosso trabalho é ajudar os clientes a encontrar alternativas técnicas que preservem o valor percebido pelo consumidor”, explica Fernando de Jesus, gerente de Marketing e Inovação da MasterSense.
O desafio da alteraflação e a manutenção da qualidade nutricional
A substituição de ingredientes pode, em alguns casos, afetar diretamente o valor nutricional de um produto, reduzindo o teor proteico, elevando o sódio ou adicionando aditivos que o consumidor moderno tende a evitar. Por isso, a MasterSense compreende que qualquer ajuste precisa vir acompanhado de uma avaliação cuidadosa de desempenho sensorial, composição e percepção de marca.
“O consumidor de hoje é mais atento, lê o rótulo e valoriza autenticidade e bem-estar. Reformular é legítimo, mas deve ser feito de maneira estratégica, com soluções que mantenham o produto nutritivo e desejável. É possível proteger a margem e, ao mesmo tempo, agregar valor, seja pela redução de açúcar, pelo aumento de fibras ou pela adição de proteínas funcionais”, explica Fernando.
A pressão econômica, segundo a empresa, não precisa significar um retrocesso nutricional. Ao contrário, pode ser o ponto de partida para repensar ingredientes, aprimorar processos e criar alimentos que respondam melhor às tendências de consumo consciente e saudabilidade.
Ciência, sensorialidade e estratégia a serviço da reformulação inteligente
Com uma equipe multidisciplinar e profundo conhecimento de mercado, a MasterSense atua ao lado da indústria para garantir que cada reformulação seja uma evolução. A empresa combina ciência, tecnologia e criatividade para oferecer soluções de food design que preservam sabor, textura e valor nutricional, ao mesmo tempo em que otimizam custos e processos.
“Em nossos projetos e relatórios de tendências, como o Innovation Showcase (NIS) e o NextBite, mostramos que inovação e eficiência não são opostas. Nosso papel é ser o elo de design que conecta as demandas econômicas das marcas com os desejos do consumidor por sabor, autenticidade e saúde”, complementa Fernando.
Num momento em que a alteraflação se tornou um símbolo das tensões da economia global, a abordagem da MasterSense oferece uma leitura otimista, ressaltando que é possível inovar mesmo sob pressão. Ao apoiar marcas na tomada de decisões mais conscientes e técnicas, a empresa reafirma seu compromisso em contribuir para uma indústria mais transparente, responsável e criativa — uma indústria que entende que custo e valor podem coexistir no mesmo prato.







