A marmita já não ocupa apenas o espaço de uma refeição prática e econômica. Cada vez mais presente na rotina dos brasileiros, a categoria reflete mudanças nos hábitos de consumo, na busca por saúde, na organização da alimentação e até no impacto de novas tecnologias e medicamentos sobre as escolhas alimentares.
É esse cenário que a SaudaBe, consultoria especializada em estratégias para o mercado saudável, busca mapear com o lançamento da pesquisa proprietária “Marmitas do Brasil”, desenvolvida para apoiar decisões de empresas da indústria de alimentos, varejo, foodservice e foodtechs.
Categoria ganha novos significados
O estudo parte da constatação de que a marmita passou a atender diferentes necessidades do consumidor. Além da economia, ela é utilizada por quem busca praticidade, controle alimentar, desempenho físico e melhor planejamento da rotina.
Segundo Rodrigo Marsilli, co-founder da SaudaBe, a categoria se tornou um importante indicador das transformações do consumo alimentar brasileiro.
“Essa categoria virou um dos lugares mais reveladores do consumo alimentar brasileiro. É onde aparecem mudanças de hábito, decisões de saúde, escolhas de canal e reorganização do orçamento. Mas faltava uma leitura analítica capaz de traduzir essa transformação em inteligência aplicável para quem decide no mercado de alimentos.”
Pesquisa ouviu consumidores em todo o país
A pesquisa foi realizada com 1.500 consumidores distribuídos por 12 estados brasileiros, abrangendo todas as classes sociais (A, B, C, D e E). O levantamento identificou seis perfis distintos de consumidores, permitindo uma análise mais detalhada sobre comportamentos, motivações e tendências de compra.
Saúde ainda esbarra na rotina
Entre os resultados, um dos dados que mais chama atenção é a diferença entre intenção e comportamento alimentar.
Enquanto 36% dos brasileiros afirmam que seu principal objetivo é ter uma alimentação voltada à saúde e à longevidade, menos de 10% dizem conseguir manter um estilo de vida realmente equilibrado.
Segundo a SaudaBe, essa diferença ajuda a explicar o crescimento da categoria de marmitas, que passa a ocupar um espaço intermediário entre o ideal de alimentação saudável e a realidade da rotina dos consumidores.
Delivery e WhatsApp mudam a dinâmica do mercado
O levantamento também mostra uma mudança importante nos canais de compra.
O delivery por aplicativos já aparece como a principal porta de entrada para a compra de marmitas. Logo atrás está o WhatsApp, utilizado por produtores locais e pequenos negócios, superando inclusive os supermercados como canal de aquisição.
Para a consultoria, o movimento amplia as oportunidades para operadores independentes e marcas regionais competirem em um mercado tradicionalmente concentrado em grandes empresas.
Uso de medicamentos para emagrecimento também influencia consumo
Outro dado apontado pela pesquisa revela a influência crescente dos medicamentos para perda de peso no comportamento alimentar.
Segundo o estudo, 1 em cada 10 consumidores de marmita afirma utilizar canetas emagrecedoras, percentual ainda mais elevado entre consumidores das classes A e B.
A tendência pode impactar diretamente o desenvolvimento de produtos, incentivando a criação de porções menores, novas composições nutricionais e propostas de valor mais alinhadas às mudanças no perfil de consumo.
Seis dimensões analisadas
A pesquisa Marmitas do Brasil analisa o consumidor sob seis perspectivas principais:
- Perfil e comportamento
- Composição da marmita
- Saúde e alimentação
- Drivers de escolha
- Marcas
- Canais e percepção de valor
O material foi desenvolvido como uma ferramenta de inteligência de mercado para apoiar estratégias de empresas que atuam na cadeia de alimentos e alimentação fora do lar.
A pesquisa já está disponível para aquisição junto à SaudaBe.







