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Dia da Sobremesa: como e onde os brasileiros, segundo IFB

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O Dia da Sobremesa é uma boa oportunidade para falar sobre um hábito que segue firme no dia a dia: o de incluir um doce nas refeições fora de casa. Seja um bolo no café da tarde, um pudim depois do almoço ou um milkshake no fim do dia, as sobremesas continuam fazendo parte da rotina dos brasileiros — e os dados do CREST, da Circana, ajudam a entender melhor esse comportamento.

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Consumo segue estável

No primeiro semestre de 2025, o gasto com sobremesas no foodservice foi de R$ 20,3 bilhões, um aumento de 2% em relação ao mesmo período de 2024. Foram mais de 825 milhões de pedidos, o que representa um crescimento de 3%.

Os números mostram um movimento estável e constante, mesmo em um cenário de escolhas mais equilibradas. As sobremesas continuam presentes nas refeições fora de casa, mostrando que ainda há espaço para o consumo de doces, mesmo entre quem busca opções mais leves.

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Quando o brasileiro consome sobremesas?

O consumo está pulverizado entre diferentes ocasiões, mas os dados indicam uma concentração maior nos períodos da tarde e nas refeições noturnas, que juntas representam 59% dos pedidos.

Esses momentos estão diretamente ligados às pausas e aos momentos de indulgência: o lanche do meio da tarde, o encontro com amigos ou o encerramento do jantar. Em outras palavras, a sobremesa continua ocupando um papel simbólico importante, associada a prazer e socialização.

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Quem mais consome?

O público mais presente entre os consumidores de sobremesas é formado por pessoas entre 25 e 34 anos.
Essa faixa etária reflete um perfil urbano, digital e acostumado à conveniência — consumidores que mesclam refeições rápidas, consumo por impulso e experiências gastronômicas diferenciadas. Para esse grupo, a sobremesa muitas vezes funciona como uma “recompensa” dentro da rotina agitada.

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Onde estão os pedidos?

Outro ponto interessante é o tipo de estabelecimento que mais vende sobremesas. Quase 40% dos pedidos acontecem em redes de não empratados e padarias — locais de alto fluxo e tíquete médio mais acessível, que combinam praticidade e variedade.

Esses formatos mostram a força da sobremesa como item complementar, capaz de aumentar o valor médio da compra e gerar recorrência. Além disso, revelam oportunidades para operadores inovarem no portfólio, seja com versões menores, indulgentes ou com apelos de saudabilidade.

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Onde o consumo acontece

Quase 40% dos pedidos vêm de redes de não empratados e padarias, locais com grande fluxo de consumidores e cardápios variados.
Esses pontos mostram que a sobremesa é um item que cabe bem em formatos rápidos, com preços acessíveis e que podem impulsionar o valor médio das vendas.

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Papel importante no Foodservice

Os dados reforçam que as sobremesas seguem com papel importante no foodservice. O desafio agora é equilibrar sabor, praticidade e preço, atendendo a diferentes perfis de consumo.
O doce continua sendo um gesto de prazer cotidiano — e uma boa oportunidade para o setor criar experiências simples, mas marcantes, para o consumidor.

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Fonte: CREST / Circana – 1º semestre de 2025

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