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Dia Mundial do Café: dados de consumo no Foodservice

Celebrado em 14 de abril, o Dia Mundial do Café é um convite para olhar além do consumo cotidiano e entender como a bebida se posiciona dentro do foodservice. Presente na rotina do brasileiro, o café segue como um dos itens mais relevantes fora do lar — mas os dados mais recentes mostram que esse protagonismo vem acompanhado de mudanças importantes.

Um mercado relevante, mas em desaceleração

De acordo com análises do IFB, o mercado de café no foodservice movimentou aproximadamente R$ 12 bilhões em 2025. Apesar do valor expressivo, o número representa uma retração de 6% em relação a 2024, sinalizando um cenário de desaceleração.

Esse movimento também aparece no volume de consumo: foram cerca de 1 bilhão de pedidos ao longo do ano, uma queda de 17% na comparação anual. Os dados indicam que, embora o café continue presente, o ritmo de consumo perdeu força.

Manhã e tarde seguem como principais ocasiões

Mesmo com a retração, o café continua fortemente associado a momentos específicos do dia. As refeições matinais concentram mais de 64% do consumo, reforçando o papel da bebida como parte essencial do início da jornada.

Já o lanche da tarde aparece como a segunda principal ocasião, com 26%, mantendo sua relevância como momento de pausa e conveniência ao longo do dia.

Consumo concentrado em públicos mais maduros

O perfil do consumidor também ajuda a explicar esse comportamento. Mais de 83% do consumo está concentrado entre adultos acima de 25 anos, o que indica uma forte relação com hábitos já consolidados.

Por outro lado, esse dado levanta um ponto de atenção: a necessidade de fortalecer a conexão da categoria com públicos mais jovens, que podem ter outras preferências e dinâmicas de consumo.

Padarias lideram, mas outros canais ganham espaço

Nos canais de consumo, as padarias seguem como protagonistas, concentrando mais de 41% das ocasiões. O ambiente reforça a associação do café com conveniência, rotina e proximidade.

Na sequência, aparecem as redes de não empratados, com 14%, e os hiper e supermercados, com 13%. Esses formatos mostram como o consumo também se adapta a jornadas mais rápidas, onde praticidade é um fator decisivo.

Drivers de consumo perdem força

Conveniência, hábito e indulgência continuam sendo os principais motivadores para o consumo de café fora do lar. No entanto, todos perderam força na comparação com 2024.

Esse movimento pode indicar uma mudança gradual na relação do consumidor com a categoria — seja por questões econômicas, seja por novas prioridades ou pela busca por experiências diferentes dentro e fora do foodservice.

O que os dados sinalizam para o setor

Os números mostram que, embora o café permaneça presente e relevante, o contexto atual exige um olhar mais atento. A combinação de queda em valor e volume, junto à perda de força dos principais drivers, sugere um consumidor mais seletivo e menos previsível.

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