O pão é um dos alimentos mais antigos do mundo — e, ainda hoje, um dos mais presentes à mesa. Celebrado em 16 de outubro, o Dia Mundial do Pão é um convite para revisitar essa história que começa há mais de 14 mil anos e se mantém viva, reinventada em receitas, formatos e ocasiões de consumo.
Mas, afinal, como anda o consumo de pães no foodservice brasileiro? O Instituto Foodservice Brasil (IFB) traz dados do CREST, pesquisa da Circana, que revelam o comportamento do consumidor e a força desse clássico no setor.
O pão na história: um símbolo de tradição e partilha
Os primeiros pães surgiram da mistura simples de farinha e água, fermentados naturalmente ao acaso. Com o tempo, civilizações antigas — como egípcios e romanos — transformaram o pão em um alimento central, símbolo de partilha e até de status social.
Hoje, ele assume múltiplas formas: francês, ciabatta, integral, de fermentação natural, sírio, de queijo, entre tantos outros. No Brasil, é presença marcante tanto nas padarias de bairro quanto em cafeterias, sanduicherias e restaurantes.
Pães no foodservice: um hábito em constante evolução
De acordo com o CREST/Circana, no primeiro semestre de 2025 o consumo de pães movimentou R$ 13,1 bilhões, um crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2024.
Mesmo com queda de 3% nas transações (803 milhões), o ticket médio mais alto indica um consumidor que valoriza qualidade, variedade e experiências diferenciadas.
Refeições matinais dominam o consumo
Mais da metade do consumo de pães no foodservice acontece nas refeições matinais, um reflexo direto da tradição brasileira do café da manhã. É nessa ocasião que o pão se conecta com momentos de pausa e conforto, ganhando destaque em cafeterias e padarias.
Aliás, as padarias continuam liderando o consumo, com 33% das transações, reforçando seu papel como ponto de encontro e conveniência diária.
O público predominante tem entre 25 e 34 anos, faixa que busca praticidade, sabor e uma pitada de nostalgia — o famoso pão quentinho da manhã.
Um clássico que segue se reinventando
Mais do que um alimento, o pão é uma experiência cultural e afetiva. Seja no café expresso da esquina, no brunch de fim de semana ou em novas versões com fermentação natural, ele continua a inspirar negócios e consumidores.
No foodservice, o desafio é equilibrar tradição e inovação — criando ofertas que combinem sabor, conveniência e autenticidade.
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Fonte: IFB, com dados do CREST/Circana







