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Dia Mundial do Hambúrguer: o clássico que segue dominando o foodservice

Poucos itens conseguem atravessar gerações, tendências e diferentes modelos de operação como o hambúrguer. No Dia Mundial do Hambúrguer, celebrado em 28 de maio, os números ajudam a explicar por que ele continua entre os protagonistas do foodservice brasileiro.

Mais do que um item presente em hamburguerias, o hambúrguer se consolidou como uma categoria transversal, ocupando espaço em bares, padarias, pubs, pizzarias e até operações voltadas à alimentação saudável.

Os dados mais recentes do CREST®, da Circana, mostram um mercado ainda em expansão. No acumulado até março de 2026, o consumo de hambúrguer movimentou mais de R$ 35,4 bilhões, crescimento de 7% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Foram mais de 1,4 bilhão de transações no período.

O hambúrguer é, principalmente, um consumo da noite

As refeições noturnas seguem como a principal ocasião de consumo da categoria, concentrando quase 56% dos pedidos. O público entre 25 e 34 anos lidera esse movimento, representando cerca de 43% do consumo, com participação equilibrada entre homens e mulheres.

Outro destaque é o peso das redes de não empratados e lanchonetes, responsáveis por mais da metade das ocasiões de consumo de hambúrguer.

Segundo o CREST®, conveniência e indulgência continuam sendo os principais motivadores da escolha, embora ambos tenham perdido força na comparação anual — um possível indicativo de mudanças graduais no comportamento do consumidor.

Muito além das hamburguerias

Os dados da Wise Sales reforçam como o hambúrguer já extrapolou sua categoria de origem.

Embora as hamburguerias representem 7,18% das operações do foodservice, o prato hambúrguer aparece em 29% dos cardápios do setor, evidenciando sua forte presença em diferentes tipologias.

Entre os segmentos com maior presença do item nos menus estão:

  • Pub e cervejaria: 49%
  • Lanchonete: 48%
  • Padaria e confeitaria: 48%
  • Bar: 33%
  • Árabe: 27%
  • Alemão: 25%
  • Pastelaria: 23%
  • Pizzaria: 23%
  • Mexicano e latino: 23%
  • Saudável: 17%

O dado mostra como o hambúrguer se tornou um produto versátil, capaz de dialogar com diferentes propostas gastronômicas e perfis de consumo.

Sudeste concentra metade das hamburguerias do país

Regionalmente, o Sudeste lidera com folga a concentração de hamburguerias no Brasil, reunindo 50,36% das operações.

Na sequência aparecem:

  • Nordeste: 17,99%
  • Sul: 16,59%
  • Centro-Oeste: 9,16%
  • Norte: 5,90%

A distribuição acompanha o peso populacional e econômico das regiões, mas também revela o potencial de expansão em mercados ainda menos saturados.

Os clássicos seguem no topo

Apesar da constante inovação no segmento, os sabores mais tradicionais continuam liderando presença nos cardápios.

Os tipos mais encontrados são:

  • Hambúrguer: 26%
  • X-Bacon: 11%
  • Hambúrguer artesanal: 10%
  • X-Burguer: 10%
  • X-Salada: 9%
  • X-Tudo: 9%
  • X-Calabresa: 6%
  • Smash Burguer: 1%

Mesmo com o crescimento de tendências mais recentes, como os smash burgers, os clássicos seguem sustentando o volume da categoria.

Um item que continua acompanhando as mudanças do consumo

Entre conveniência, indulgência e praticidade, o hambúrguer segue ocupando um espaço estratégico dentro do foodservice. Ao mesmo tempo em que preserva formatos tradicionais, a categoria continua encontrando caminhos para se adaptar a novos hábitos, diferentes ocasiões e múltiplos canais de consumo.

Não por acaso, segue como um dos produtos mais democráticos — e resilientes — do setor.

Fonte: CREST® | Circana e Wise Sales

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