FoodBiz

Oxxo testa marmitas em 40 lojas e mira avanço em almoço e jantar

A Oxxo deve dar mais um passo na sua estratégia de foodservice no Brasil: a rede prepara o lançamento de marmitas, com testes previstos em cerca de 40 lojas nos próximos meses. A iniciativa começa em pontos de alto fluxo, especialmente em regiões comerciais.

A proposta é simples e direta: oferecer refeições prontas com apelo amplo e preços acessíveis. No cardápio inicial, entram pratos populares e “democráticos”, como estrogonofe e parmegiana — escolhas pensadas para dialogar com o gosto do consumidor médio.

O foco está em públicos com rotinas intensas, como motoristas de aplicativo, estudantes e profissionais da saúde, que buscam soluções rápidas para o dia a dia. O movimento acompanha uma mudança de hábito já observada no consumo: cresce a adesão às marmitas, ao mesmo tempo em que aumenta a demanda por praticidade.

A entrada nesse segmento também reforça a lógica de ampliar presença nos diferentes momentos de consumo ao longo do dia. Hoje, a Oxxo já tem forte desempenho no café da manhã, com itens de panificação e bebidas quentes. O objetivo agora é ganhar relevância em almoço, jantar e lanches intermediários.

Combos acessíveis e foco em conveniência

A estratégia de foodservice da rede segue ancorada em preço competitivo e conveniência. Combos a partir de R$ 9,99 — como coxinha com refrigerante ou pão de queijo com café — continuam sendo peças-chave para atrair o consumidor.

A ideia é trabalhar com ofertas de alto giro e baixo desembolso, posicionadas como “matadores de fome” ao longo do dia. Nesse contexto, o portfólio também vem sendo ajustado com base em testes, como aconteceu com as empanadas, que ganharam espaço após boa aceitação, e com itens de padaria em porções individuais.

A definição do mix varia conforme o perfil de cada loja. A rede considera fatores como localização, fluxo e comportamento do público local — o que explica testes regionais, como a oferta de açaí em unidades específicas.

Eventos e sazonalidade no radar

A Copa do Mundo, que acontece entre junho e julho, deve funcionar como um impulsionador adicional de vendas. Com jogos em horários variados — incluindo manhã, tarde e madrugada — a expectativa é de aumento na demanda por alimentos prontos e itens de consumo imediato.

A leitura da rede é que cada faixa horária ativa um tipo diferente de consumo: bebidas e snacks à noite e na madrugada; café e itens de manhã para quem segue a rotina após os jogos.

Para o foodservice, o movimento reforça um ponto-chave: operar bem os diferentes “day parts” deixou de ser diferencial e passou a ser requisito competitivo.

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Fonte: Mercado&Consumo

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