Um estudo recente conduzido por pesquisadores da USP reforça um ponto cada vez mais evidente: a alimentação tem papel direto não só na saúde, mas também na expectativa de vida da população brasileira.
A pesquisa, publicada em 2025, analisou os hábitos alimentares no Brasil e investigou como diferentes alimentos podem gerar impactos positivos ou negativos no envelhecimento — além de considerar também efeitos sobre o meio ambiente.
Segundo Marhya Júlia Silva Leite, autora do estudo e mestranda em Nutrição em Saúde Pública pela USP, o trabalho adaptou para o Brasil um índice internacional que mede quanto tempo de vida saudável pode ser ganho ou perdido a partir da alimentação.
Na prática, o modelo calcula minutos de vida saudável associados ao consumo frequente de determinados alimentos. Para isso, cruza evidências científicas já consolidadas sobre a relação entre dieta e doenças crônicas — como diabetes, problemas cardiovasculares e câncer — com dados globais e nacionais de saúde.
O estudo utilizou como base o levantamento Global Burden of Disease, referência internacional no monitoramento de perda de saúde ao longo do tempo, ajustando essas informações à realidade brasileira. Também foram considerados os dados mais recentes da Pesquisa de Orçamentos Familiares (2017–2018), que mostram o padrão de consumo alimentar no país.
A partir desse cruzamento, cada alimento recebeu uma pontuação que reflete seu impacto na saúde, permitindo comparações mais objetivas entre escolhas alimentares e seus efeitos no longo prazo.







