A PepsiCo lançou, em São Paulo, um programa voltado à alfabetização, capacitação profissional e inclusão digital de catadores de materiais recicláveis. Batizada de Universidade PepsiCo do Catador, a iniciativa pretende unir impacto social, geração de renda e metas ambientais para fortalecer a cadeia da reciclagem no país.
Desenvolvido em parceria com a Rede Sul e com apoio da Universidade Estácio, o projeto começou a ser implementado em abril e deve impactar até 3 mil pessoas direta e indiretamente até junho de 2027. Entre os objetivos estão a recuperação de 1.700 toneladas de resíduos e o aumento de até 60% na renda de catadores autônomos.
A proposta combina alfabetização, formação em gestão, inclusão digital e bolsas de estudo para garantir que os participantes consigam estudar sem comprometer a renda familiar. A iniciativa surgiu após a organização perceber que muitos catadores abandonavam as aulas para priorizar o trabalho diário.
“Não existe sustentabilidade sem circularidade, e não existe circularidade sem inclusão”, afirmou Daniel Silber, diretor-geral de bebidas da PepsiCo Brasil, durante o lançamento oficial do programa na Coopercaps, cooperativa localizada na zona sul da capital paulista.
Além da formação voltada aos trabalhadores da reciclagem, o projeto também contempla filhos e filhas de catadores por meio do programa Heróis do Futuro, que oferece cursos nas áreas de administração, informática, finanças e inclusão digital. A ideia é ampliar oportunidades e quebrar ciclos de vulnerabilidade social.
Segundo a PepsiCo, o investimento faz parte da estratégia de circularidade da companhia, que há mais de 15 anos desenvolve ações ligadas à reciclagem e redução de resíduos. Atualmente, 90% das embalagens utilizadas pela empresa são recicláveis, biodegradáveis ou compostáveis, enquanto a divisão de bebidas já alcança 99,9%.
Para a companhia, fortalecer a base da cadeia da reciclagem é também uma forma de garantir eficiência operacional e avanço nas metas ESG. O projeto reforça o movimento de grandes empresas em direcionar investimentos para inclusão produtiva e valorização dos profissionais que sustentam a economia circular no Brasil.
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Fonte: Exame







