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Transformações no consumo e o impacto nos shoppings

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Em artigo para o Mercado & Consumo, Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da Gouvêa Malls, destaca como as mudanças constantes nos hábitos e motivações de consumo exigem atenção redobrada dos gestores de shopping centers. Ele ressalta o crescimento da presença de operações de alimentação no mix dos shoppings brasileiros — tendência que tem inspirado a máxima “food is the new fashion” — mas alerta que mesmo esse segmento está sujeito a fortes transformações.

Dados de 2024 mostram que os brasileiros gastaram R$ 221 bilhões em foodservice, mas esse aumento se deveu ao reajuste de preços, já que o número de visitas caiu. A percepção de alta nos custos e a queda de renda vêm incentivando comportamentos como o de levar marmita para o trabalho, hábito de 48% dos entrevistados pela Gouvêa Inteligência.

O delivery também ganha força, representando 17% do faturamento do setor, impulsionado por 1,7 bilhão de transações e pela entrada de novos players. Paralelamente, cresce a busca por alimentação saudável: 43% desejam comer melhor, e medicamentos como os à base de GLP-1 (como Ozempic) já impactam o consumo de alimentos calóricos.

Mesmo diante dessas mudanças, a alimentação continua essencial para os shoppings. O desafio está em diversificar a oferta, investir em experiências e acompanhar tendências de forma contínua. Como lembra o autor, centros comerciais são organismos vivos que devem se adaptar diariamente às novas demandas dos consumidores.


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