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Seu carrinho mudou? Estudo revela novos hábitos de consumo dos brasileiros

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Uma nova pesquisa aponta que quase todos os brasileiros sentiram o impacto da inflação nas compras do último ano. De acordo com o levantamento “Consumo em Tempos de Inflação e Repriorização”, realizado pela Neogrid em parceria com o Opinion Box, 95% dos consumidores perceberam aumento nos preços de alimentos, produtos de limpeza e itens de higiene. O resultado? Um novo comportamento de compra, mais racional e focado em economia.

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Marcas em segundo plano e novas prioridades

A pesquisa mostra que 82% dos entrevistados trocaram suas marcas preferidas por versões mais baratas, em busca de equilíbrio no orçamento. Desses, 34% afirmam que a substituição foi uma escolha consciente de economia, enquanto 28% dizem que não conseguem mais comprar as marcas desejadas.

Os aumentos são sentidos em praticamente todos os setores. Só no primeiro semestre de 2025, o café subiu 42,2% e os ovos 8,2%, segundo o IBGE. Com a inflação acumulada de 5,35% e o índice de confiança do consumidor em 85,9 pontos, o brasileiro teve de ajustar prioridades — o carrinho ficou mais enxuto, mas ainda reflete esforço e adaptação.

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O que mudou no carrinho

Os setores mais afetados pela substituição de produtos foram:

  • Limpeza: 68,8%
  • Higiene pessoal: 57%
  • Alimentos e bebidas: 53,7%
  • Carnes e derivados: 53%
  • Cosméticos: 29%

Mesmo com as restrições, a maioria dos consumidores tem mostrado flexibilidade e consciência de valor. O foco está menos no status da marca e mais na percepção de custo-benefício. Para a executiva de marketing da Neogrid, Christiane Cruz Citrângulo, compreender essas transformações é essencial:

“O consumidor está atento, comparando preços e avaliando custo-benefício. As empresas que oferecerem alternativas acessíveis e transparentes conseguirão manter a confiança e a fidelidade do público”, afirma.

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Pequenos prazeres que resistem

Mesmo com o orçamento apertado, o brasileiro não abre mão dos pequenos prazeres. Segundo o estudo, 73% continuam comprando “mimos” — chocolates, doces, refeições fora de casa ou pedidos por delivery.
Para 45% dos entrevistados, comer fora ainda é um dos maiores prazeres; 32% preferem pedir comida em casa.

Esses dados revelam algo importante: o consumo no Brasil vai além da necessidade. Ele é também emocional e cultural. Mesmo em tempos de inflação, o ato de consumir representa bem-estar, celebração e pertencimento.

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O consumo que resiste

A pesquisa mostra que 63% dos consumidores voltariam a comprar suas marcas de origem se os preços voltassem aos patamares anteriores — o que indica que a fidelidade não acabou, apenas está em pausa.

E mesmo em meio à cautela, mais da metade (51,3%) manteve compras em datas especiais, apenas ajustando os gastos. Assim, o consumo brasileiro mostra resiliência: o carrinho pode estar menor, mas o desejo de celebrar e aproveitar pequenos momentos permanece.


Fonte: Pesquisa “Consumo em Tempos de Inflação e Repriorização” — Neogrid e Opinion Box

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