A dificuldade para contratar funcionários deixou de ser pontual e passou a fazer parte da rotina de lojas, bares e restaurantes em diferentes regiões do país. Para manter as operações funcionando, o setor tem apostado em novas estratégias, que vão desde a ampliação do perfil de candidatos até ajustes nas condições de trabalho.
Profissionais sem experiência, jovens em início de carreira e pessoas mais velhas passaram a ser vistos como públicos estratégicos. A lógica é clara: ampliar o acesso ao emprego, investir em capacitação interna e reduzir o número de vagas em aberto, especialmente em períodos de alta demanda, como o verão.
Além disso, empresários têm recorrido ao aumento de salários, comissões mais atrativas, benefícios não obrigatórios — como alimentação — e horários mais flexíveis. Medidas que ajudam não só a atrair, mas também a reter trabalhadores em um mercado cada vez mais competitivo.
No comércio, a escassez de mão de obra tem impactado diferentes funções e níveis de experiência. Segundo entidades do setor, o desafio não se restringe a cargos específicos e exige criatividade na gestão de pessoas, além de ajustes rápidos nas políticas internas.
Esse cenário também é bastante evidente no foodservice. Com o aumento do fluxo turístico e da demanda por alimentação fora do lar, bares e restaurantes precisam reforçar suas equipes justamente em um momento em que encontrar profissionais disponíveis se tornou mais difícil. A resposta tem sido melhorar ainda mais as condições oferecidas e buscar pessoas que tenham afinidade com o atendimento ao público e com a dinâmica do setor.
Outra frente importante é a otimização das operações. Muitos estabelecimentos têm revisto processos internos, redistribuído funções e adotado soluções tecnológicas para reduzir a dependência de grandes equipes, sem comprometer a experiência do cliente. Eficiência operacional virou palavra-chave.
Os dados reforçam esse movimento. O Espírito Santo, por exemplo, lidera o crescimento nacional em serviços ligados ao lazer e à alimentação fora do lar, com alta de 13,5% em um ano. Apenas no último trimestre de 2025, o setor abriu mais de 700 vagas no estado, impulsionado pelo turismo, pela gastronomia local e pela busca dos consumidores por experiências.
Apesar do otimismo, os empresários seguem atentos a desafios estruturais, como inflação, aumento no custo dos insumos e a necessidade de equilibrar crescimento com a manutenção dos empregos.
Fontes: Sindbares-ES e Sindilojas Vila Velha.







