Dados apresentados pelo IFB revelam mais de 1,5 bilhão de transações envolvendo sobremesas, com destaque para o consumo entre jovens, a indulgência e a presença dos doces nos cardápios.
Celebrado em 9 de outubro, o Dia Nacional da Sobremesa destaca uma categoria que vai além do sabor e representa uma oportunidade estratégica para o mercado de alimentação fora do lar. Segundo dados apresentados pelo Instituto Foodservice Brasil (IFB), o consumo de sobremesas movimentou R$ 38 bilhões nos 12 meses encerrados em junho de 2026, uma leve queda de 1% em relação ao período anterior.
No mesmo intervalo, foram registradas mais de 1,5 bilhão de transações, volume 10% inferior ao observado nos 12 meses encerrados em junho de 2025. Os números mostram que, apesar da retração na frequência de consumo, a categoria continua movimentando valores expressivos no foodservice brasileiro.
Quando e quem consome sobremesas no Brasil?
As refeições noturnas concentram 32% das ocasiões de consumo de sobremesas, seguidas pelo lanche da tarde, com 29%.
O público jovem também se destaca: aproximadamente 40% do consumo está concentrado entre pessoas de até 24 anos, enquanto as mulheres representam cerca de 54% do total.
Em relação aos canais, os estabelecimentos classificados como não empratados respondem por 21% do consumo, seguidos por supermercados e hipermercados (18%) e padarias (16%).
Entre as principais motivações estão a indulgência (52%) e a conveniência (49%). Na comparação anual, a indulgência apresentou crescimento de 1%, enquanto a conveniência registrou queda de 3%.
Sobremesas estão presentes em 56% dos cardápios do foodservice
Dados da Wise, apresentados pelo IFB, mostram que as sobremesas estão presentes em 56% dos cardápios analisados no foodservice brasileiro, reforçando a relevância da categoria em diferentes modelos de operação.
Embora sorveterias e estabelecimentos especializados em açaí liderem a oferta, com 92% de penetração, seguidos por confeitarias, docerias e casas de bolos (91%), padarias e confeitarias (80%) e cafeterias (75%), os doces também ganham espaço em operações que não têm as sobremesas como principal produto.
Entre essas tipologias, destacam-se:
- Pizzarias gastronômicas: 67%
- Hamburguerias: 56%
- Restaurantes de culinárias étnicas: 52%
- Restaurantes brasileiros: 44%
Regionalmente, o Sudeste lidera a presença de sobremesas nos cardápios, com 60%, seguido pelo Nordeste (57%), Centro-Oeste (55%), Sul (54%) e Norte (52%).
Pudim e mousse estão entre os destaques dos cardápios
Entre as sobremesas analisadas pela Wise, os clássicos continuam em evidência. O pudim aparece em 20% dos cardápios, seguido pela mousse, com 17%.
Outras opções também marcam presença, como petit gâteau (7%), tiramisu (2%) e cannoli (1%).
Os dados reforçam a força das receitas tradicionais, ao mesmo tempo em que mostram espaço para sobremesas de diferentes origens e propostas gastronômicas.
Sobremesas representam oportunidades para o foodservice
Além da relevância no consumo, as sobremesas podem contribuir para a estratégia comercial dos estabelecimentos.
A inclusão de um doce ao final da refeição oferece oportunidades para aumentar o ticket médio, estimular vendas complementares e fortalecer a experiência do consumidor.
A categoria também favorece estratégias de venda cruzada, com combinações que incluem cafés, chás, drinks digestivos e outras bebidas.
Outro aspecto é a fidelização. Uma sobremesa marcante pode contribuir para uma percepção positiva da experiência gastronômica e incentivar novas visitas.
Neste Dia Nacional da Sobremesa, os indicadores apresentados pelo IFB mostram que, mesmo diante de mudanças nos hábitos de consumo, os doces seguem relevantes para o foodservice brasileiro, tanto pela movimentação financeira quanto pelas oportunidades de diferenciação e geração de valor nos estabelecimentos.







