A competitividade da indústria brasileira está prestes a enfrentar um novo teste. Enquanto empresas ainda lidam com desafios como custo de produção, carga tributária e concorrência internacional, uma nova variável ganha relevância: a capacidade de atender exigências ambientais cada vez mais rigorosas impostas pelos principais mercados consumidores do mundo. Entre eles, a União Europeia, que vem avançando em regulamentações voltadas à circularidade, reciclabilidade e rastreabilidade de produtos e embalagens.
As mudanças vão além das questões ambientais. Na prática, elas têm potencial para influenciar exportações, investimentos, desenvolvimento tecnológico e estratégias industriais nos próximos anos. Para especialistas do setor, a discussão deixou de ser apenas sobre sustentabilidade e passou a envolver diretamente competitividade econômica.
Segundo Alfredo Schmitt, presidente do Instituto SustenPlást e do 6º Congresso Brasileiro do Plástico, as novas exigências internacionais representam uma transformação estrutural para diversos segmentos industriais.
“Os mercados mais desenvolvidos estão elevando seus padrões de exigência. Hoje, não basta produzir com qualidade e preço competitivo. Cada vez mais será necessário comprovar desempenho ambiental, rastreabilidade, inovação e circularidade. As empresas que conseguirem se adaptar mais rapidamente terão vantagens importantes nos mercados internacionais”, afirma.
O movimento ocorre em um momento em que a própria Europa acelera a implementação de regras voltadas à redução de resíduos, ampliação da reciclagem e aumento da utilização de matérias-primas circulares. O objetivo é tornar as cadeias produtivas mais eficientes no uso de recursos e reduzir impactos ambientais ao longo do ciclo de vida dos produtos.
Para a indústria brasileira, o cenário traz desafios e oportunidades. De um lado, empresas precisarão investir em tecnologia, pesquisa, desenvolvimento de materiais e modernização de processos. De outro, abre-se espaço para diferenciação competitiva e acesso a mercados que tendem a valorizar cada vez mais soluções alinhadas às novas demandas globais.
A inovação passa a ocupar papel central nesse processo. Ferramentas de inteligência artificial, automação industrial e análise de dados já vêm sendo utilizadas para aprimorar rastreabilidade, monitorar processos produtivos, reduzir desperdícios e otimizar o uso de matérias-primas.
“A transformação digital passa a ser uma aliada da sustentabilidade. Tecnologias como inteligência artificial ajudam a aumentar eficiência operacional, melhorar controles e gerar informações cada vez mais precisas para atender requisitos que estão surgindo no mercado internacional”, explica Schmitt.
O avanço das exigências regulatórias também reforça a necessidade de aproximação entre indústria, academia e centros de pesquisa. O desenvolvimento de novos materiais, soluções voltadas à economia circular e processos produtivos mais eficientes tende a ganhar protagonismo nos próximos anos.
Essa discussão estará entre os destaques do 6º Congresso Brasileiro do Plástico, que será realizado nos dias 26 e 27 de agosto, em Joinville (SC), durante a Interplast 2026. Com o tema “Plásticos: Soluções na Era da Inteligência Artificial”, o encontro reunirá especialistas brasileiros e internacionais para debater inovação, exportações, economia circular, inteligência artificial e os desafios da competitividade industrial.
Entre os palestrantes confirmados estão o especialista em inteligência artificial Cristiano Pospichil, o diretor executivo do Instituto Nacional do Plástico (INP), Carlos Moreira, o presidente executivo da Abiplast, Paulo Henrique Rangel Teixeira, o jornalista e escritor Leandro Narloch, além do engenheiro alemão Michel Steinecke, referência internacional em sustentabilidade, embalagens e circularidade.
A participação de especialistas de diferentes áreas busca justamente ampliar o debate sobre os caminhos que a indústria brasileira precisará percorrer para manter relevância em um ambiente de negócios cada vez mais globalizado, tecnológico e orientado por critérios ambientais.
Serviço
6º Congresso Brasileiro do PlásticoTema: Plásticos: Soluções na Era da Inteligência Artificial
Data: 26 e 27 de agosto de 2026
Local: Centro de Exposições Expoville, Joinville (SC)
Formato: presencial e online
Inscrições: https://www.cbplastico.com/2026/participe-do-cbp/inscricao.html
Credenciamento imprensa: https://forms.gle/4dqBxjnuQG4A8Hn87
Sobre o Instituto SustenPlást
Criado oficialmente em 2017, o Instituto SustenPlást é uma entidade voltada à promoção de educação ambiental, economia circular e conscientização sobre o destino adequado dos materiais plásticos pós-uso. A organização atua na integração entre indústria, sociedade, instituições de ensino e setor público, com foco na disseminação de informação técnica e no incentivo a práticas sustentáveis aplicadas à cadeia produtiva do plástico.
Para mais informações, acesse:
Site: https://institutosustenplast.org.br/
Sobre o Congresso Brasileiro do Plástico
Iniciativa do Instituto SustenPlást, o Congresso Brasileiro do Plástico tem caráter educativo e acontece de forma bienal. Aberto à sociedade, o encontro reúne especialistas nacionais e internacionais para debater ciência, inovação, sustentabilidade, mercado e transformação tecnológica ligados à indústria de transformação plástica.
Para mais informações, acesse:
Facebook: https://www.facebook.com/congressodoplastico,
Instagram: https://www.instagram.com/cbp_plastico/,
Youtube: https://www.youtube.com/c/CongressoBrasileirodoPl%C3%A1stico,
Linkedin: https://www.linkedin.com/company/congresso-brasileiro-do-pl%C3%A1stico/
X: https://x.com/cbp_plastico
Sobre Alfredo Schmitt
Alfredo Schmitt é graduado em Química e Economia pela UFRGS, com especialização em Polímeros Olefínicos pelo Instituto de Macromoléculas da UFRJ. Atua há mais de 45 anos no setor petroquímico e de transformação plástica. É diretor da FFS Filmes, conselheiro do Instituto Nacional do Plástico (INP), conselheiro da Abiplast e presidente do Instituto SustenPlást, do Sinplast-RS e do Congresso Brasileiro do Plástico.
Sobre Simara Souza
Simara Souza é graduada em Processos Gerenciais, com especializações em economia circular e sustentabilidade industrial pela FGV e MIT. Atua há mais de uma década no Instituto SustenPlást, onde lidera iniciativas voltadas à valorização da indústria de transformação plástica por meio de educação, conscientização e implementação prática de projetos de economia circular.







