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Alimentação saudável ganha espaço no foodservice e entra no radar de investidores

A virada de ano costuma estimular mudanças de comportamento, e a busca por uma vida mais saudável segue entre as prioridades dos brasileiros. Esse movimento já aparece com força no food service, que passa a incorporar refeições equilibradas, ingredientes funcionais e propostas alinhadas ao bem-estar. Mais do que uma tendência de consumo, a alimentação saudável começa a se consolidar como um caminho consistente de crescimento para o setor.

Uma pesquisa da Ticket aponta que 87,3% dos trabalhadores brasileiros dizem estar mais atentos à saúde na hora de escolher uma refeição. O estudo também mostra que 76,4% esperam encontrar opções mais saudáveis nos restaurantes. Para Thiago Lupatini, fundador do Food Club e membro do Mentory League Society, esse comportamento ajuda a explicar por que 2026 tende a ser um ano estratégico para negócios voltados à saúde e à qualidade de vida.

“Investir em alimentação saudável no food service vai além de atender uma demanda pontual. Pratos com ingredientes funcionais, opções plant-based e cardápios mais equilibrados fazem parte de uma estratégia de negócio com potencial de crescimento contínuo, impulsionada pela mudança nos hábitos de consumo”, avalia Lupatini.

Os números de mercado reforçam esse cenário. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), o food service deve movimentar R$ 287,1 bilhões em 2026. Dentro desse universo, o segmento de produtos saudáveis cresce, em média, 12% ao ano. Dados da Fiesp também indicam que a maioria dos brasileiros busca manter uma alimentação mais equilibrada, inclusive fora de casa, priorizando produtos frescos e com maior valor nutricional.

Essa mudança já impacta diretamente os cardápios. A Pesquisa Barômetro 2025, realizada pela Ticket, mostra que 73,5% dos restaurantes ampliaram os investimentos em opções saudáveis ao longo de 2025. O levantamento também revela aumento na procura por porções menores, maior valorização de produtos locais e crescimento, ainda que gradual, do interesse por alternativas veganas.

Para Lupatini, o movimento reflete uma transformação mais ampla na relação do consumidor com alimentação e qualidade de vida. “A busca por comidas com menos açúcar, mais proteínas e fibras influencia decisões de compra e pressiona o setor a se adaptar. Quem entende esse comportamento consegue não apenas crescer, mas se manter relevante no mercado”, afirma.


Fonte: Brasil 247

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