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Alimentação Saudável: Um nicho promissor para PMEs em Expansão

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O segmento de alimentação saudável tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil, impulsionado por consumidores que buscam escolhas mais conscientes e equilibradas. Produtos como os sem açúcar, sem glúten ou lactose, ricos em proteínas, low carb, plant-based e à base de whey protein são exemplos claros dessa transformação nos hábitos alimentares.

De acordo com a pesquisa da Euromonitor International, o mercado global de alimentação saudável deverá movimentar US$ 1,1 trilhão até 2027, com um crescimento anual médio de 6,5%. No Brasil, o ritmo é ainda mais acelerado, com uma taxa de crescimento de 12,3%, evidenciando uma grande demanda por opções que priorizam o bem-estar.

A pesquisa da Sodexo, multinacional de benefícios, também destaca que 89% dos brasileiros estão interessados em práticas alimentares sustentáveis. Além disso, a pandemia teve um impacto significativo: sete em cada dez consumidores afirmam ter intensificado a atenção ao que consomem, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad).

Este movimento vem ganhando força também entre aqueles que querem unir saúde e sabor, como destaca Mariane Takahashi, ex-presidente da ABStartups: “Estamos vivendo a consolidação de um novo padrão alimentar. A demanda está em alta, e há consumidores dispostos a pagar mais por isso.”

No entanto, a diferenciação e escalabilidade continuam sendo grandes desafios para as PMEs desse setor. Para superar essas barreiras, a especialista sugere que as empresas apostem em inovação, pesquisa, qualidade e, principalmente, na criação de uma comunicação autêntica com seu público-alvo.

Um reflexo desse cenário é o aumento das aquisições de pequenas e médias empresas (PMEs) de alimentação saudável por grandes corporações. Muitas dessas empresas maiores enfrentam dificuldades para inovar de forma ágil e se conectar com nichos específicos, o que as PMEs fazem com maestria. Essas aquisições permitem que as grandes empresas entrem em mercados promissores e diversifiquem seus portfólios, enquanto as PMEs ganham oportunidades de expansão e acesso a novos investimentos.

Carlos Alberto Miranda, administrador da X8 Investimentos, compartilha que focou no setor de alimentos por enxergar seu potencial de gerar impacto positivo. Sua aposta inicial foi na Mãe Terra, empresa de alimentos orgânicos adquirida pela Unilever em 2017. “O retorno para o investidor foi de 12 vezes”, relembra.

Outro exemplo é o da PositiveCo, do Ceará, que, após fechar uma joint venture com o Grupo 3Corações em 2020, viu um crescimento de 100% por dois anos consecutivos, expandindo a distribuição nacional de seus produtos à base de leite vegetal.

Nos próximos artigos, vamos explorar histórias de seis empreendedores brasileiros que se destacam no mercado de alimentação saudável e os desafios enfrentados para transformar um propósito em um modelo de negócio viável e lucrativo.

Glossário do Mercado de Alimentação Saudável

  • Clean label: Ingredientes naturais e facilmente reconhecíveis pelo consumidor.
  • Fermentado: Transformado por microrganismos para produzir ácidos, gases ou álcool.
  • Funcional: Além de nutrir, ajuda a prevenir doenças e promove o bem-estar.
  • Glúten free: Livre de glúten.
  • High protein: Alto teor de proteínas, com fontes como whey protein.
  • Integral: Feito com grãos inteiros, preservando fibras e nutrientes.
  • Keto: Rico em gorduras e proteínas, com baixo teor de carboidratos.
  • Lacfree: Sem lactose.
  • Liofilizado: Desidratado por congelamento, preservando sabor e nutrientes.
  • Low carb: Baixo teor de carboidratos.
  • Low fat: Baixo teor de gordura.
  • Low Fodmap: Baixo teor de carboidratos fermentáveis.
  • Paleo: Natural, não processado e inspirado em dietas ancestrais.
  • Plant-based: À base de plantas.
  • Vegano: Sem ingredientes de origem animal.
  • Whey protein: Proteína do soro do leite, usada para ganho muscular e recuperação.



Fonte: PEGN

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