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24 de abril: o churrasco segue firme no prato (e no bolso) do brasileiro

Se tem uma data que conversa direto com o foodservice brasileiro, é o Dia do Churrasco. Mais do que uma tradição cultural, o churrasco também é um motor relevante de consumo fora do lar — e os dados mais recentes do CREST/IFB ajudam a dimensionar esse impacto.

Em 2025, o consumo relacionado a churrasco movimentou cerca de R$ 1,2 bilhão, com um desempenho 39% superior ao registrado em 2024. O número chama atenção não só pelo volume, mas pelo ritmo de crescimento, indicando que a categoria ganhou força mesmo em um cenário ainda desafiador para o consumo.

Esse avanço também aparece na frequência: foram mais de 50 milhões de transações ao longo do ano, um aumento de 6% em relação a 2024. Ou seja, além de gastar mais, o consumidor também está voltando mais vezes para esse tipo de ocasião.

O almoço segue como protagonista

Quando olhamos para o momento de consumo, o churrasco tem um horário bem definido: o almoço.
Mais de 66% das ocasiões acontecem nesse período, reforçando o papel do churrasco como uma refeição principal — e não apenas um evento social ou de fim de semana.

Para operadores, isso traz uma leitura importante: há espaço para explorar ainda mais combos, menus executivos ou ofertas que dialoguem com a rotina do consumidor durante a semana.

Quem está consumindo

O público também é bastante concentrado.
Mais de 83% do consumo vem de adultos acima de 25 anos, indicando um perfil mais estabelecido, com maior poder de decisão e, muitas vezes, renda mais estável.

Esse dado ajuda a orientar desde comunicação até posicionamento de cardápio: estamos falando de um consumidor que valoriza experiência, mas também busca consistência e familiaridade.

Onde esse consumo acontece

O churrasco fora do lar não está restrito a um único tipo de operação. Pelo contrário, ele se distribui em diferentes formatos:

  • Low Check (28%)
  • Empratados (17%)
  • High Check (13%)

Essa pulverização mostra que o churrasco consegue transitar bem entre propostas mais acessíveis e experiências premium. É uma categoria versátil, que se adapta tanto ao dia a dia quanto a ocasiões mais especiais.

O que motiva o consumo

Entre os principais drivers, dois fatores se destacam:

  • Indulgência (estável vs. 2024)
  • Hábito (em queda vs. 2024)

Na prática, isso significa que o churrasco continua sendo uma escolha associada ao prazer, ao “merecimento” e à experiência. Por outro lado, o consumo menos automático — aquele do dia a dia por costume — perdeu força.

Esse movimento sugere uma mudança importante: o churrasco está cada vez mais ligado a momentos escolhidos, e não apenas recorrentes. Para o foodservice, isso abre espaço para trabalhar melhor a experiência, a comunicação e o valor percebido.

Oportunidades para o foodservice

Os dados apontam alguns caminhos claros:

  • Explorar o almoço como principal ocasião, com ofertas que equilibrem rapidez e experiência
  • Trabalhar a indulgência como narrativa, reforçando o churrasco como momento especial
  • Adaptar o portfólio para diferentes tickets, aproveitando a presença forte em low, médio e high check
  • Investir em diferenciação, já que o hábito perdeu força e a escolha está mais consciente

Para quem acompanha as transformações do setor, o Portal Foodbiz traz análises e conteúdos que ajudam a aprofundar essas tendências e conectar dados com estratégias práticas.

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