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Desempenho do Foodservice em setembro de 2025: alta nominal e desaceleração real

CANVA

Em setembro de 2025, os principais operadores de foodservice associados ao IFB registraram um aumento nominal de 6,5% no faturamento em relação ao mesmo período de 2024. Quando considerado o crescimento real — isto é, descontados os efeitos da inflação —, observou-se uma queda de 1,7%.

O resultado reforça uma tendência de moderação no consumo, ainda que o setor mantenha um desempenho positivo em termos nominais, apoiado por uma base de comparação forte e pelo crescimento da renda média dos consumidores.

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Faturamento e vendas em mesmas lojas

Na comparação de mesmas lojas, o faturamento apresentou alta nominal de 4,0%, mas uma queda real de 4,2%, sinalizando que parte das redes ainda sente os impactos do ritmo mais lento do consumo nos últimos meses.

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Desempenho por região

O crescimento nominal foi relativamente equilibrado entre as regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste, que registrou o maior avanço entre as praças analisadas.

  • Sudeste: +6,4%
  • Nordeste: +7,4%
  • Sul: +6,0%
  • Centro-Oeste: +8,5%
  • Norte: +6,7%

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Indicadores econômicos e consumo

A PNAD apontou uma melhora relevante no mercado de trabalho: a taxa de desemprego atingiu 5,6%, o menor patamar desde o início da série histórica em 2012. A população ocupada alcançou 102,4 milhões de pessoas, e o rendimento médio real habitual chegou a R$ 3.488, um aumento de 3,3% em relação ao ano anterior.

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Confiança do consumidor

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fundação Getúlio Vargas, teve alta de 1,3 ponto percentual, passando de 86,2 para 87,5 pontos em setembro. A melhora foi impulsionada pela recuperação das expectativas para os próximos meses, com o Índice de Expectativas (IE) avançando 3,7 pontos, enquanto o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 2,5 pontos.

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Desempenho operacional das redes

Em setembro, o número de transações — ou seja, o volume de pedidos — apresentou queda de 1,6% em relação a 2024. Já o ticket médio das redes fechou em R$ 43,50, o que representa um crescimento de 7,4% frente ao mesmo mês do ano anterior.


Perspectivas para o setor

Mesmo com a desaceleração real observada, o setor de foodservice segue mostrando resiliência e estabilidade nominal, sustentado pelo avanço do emprego e da renda. A expectativa é que o último trimestre do ano indique se a tendência de moderação se mantém ou se haverá uma retomada mais forte impulsionada por datas sazonais e maior movimento no consumo fora do lar.

Fonte: Associados IFB – Resultados ponderados pelo faturamento | Base: 21 empresas – 61 marcas

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