O Grupo Madero está ampliando sua aposta em produtos de alta demanda e no crescimento dos canais digitais. Segundo reportagem do NeoFeed, a companhia liderada por Junior Durski está investindo na expansão da produção de empanadas, com planos de atingir 1,5 milhão de unidades mensais já a partir de junho — um salto relevante frente às cerca de 280 mil produzidas atualmente.
A estratégia responde diretamente a uma demanda que já supera a capacidade atual de produção. Para destravar esse crescimento, o grupo desenvolve equipamentos próprios, mantendo parte do processo manual — especialmente na finalização da massa, considerada essencial para a experiência do consumidor.
Mais do que um item de cardápio, as empanadas se tornaram um indicador da transformação do modelo de negócio. Hoje, os canais digitais representam 57,1% da receita dos restaurantes da rede, com o delivery respondendo por 21,8%.
Esse avanço vem acompanhado de um forte foco operacional. A empresa implementou sistemas de dupla checagem dos pedidos, com registro fotográfico, além de reforçar o atendimento ao cliente em tempo real. O resultado aparece nos índices: enquanto a média de cancelamento no delivery no Brasil gira em torno de 11%, o Madero registra cerca de 0,5%, segundo o NeoFeed.
No contexto mais amplo, o movimento reflete uma mudança estrutural no foodservice. O salão perdeu protagonismo após a pandemia, e o crescimento passa a ser sustentado por modelos híbridos, que combinam consumo presencial, delivery e novos formatos de produto.
Além das empanadas, o grupo avança em outras frentes, como pratos prontos a vácuo e o desenvolvimento do Empório Madero — modelo focado em conveniência e produtos congelados. A expectativa é encerrar o ano com cerca de 20 unidades desse formato.
Os resultados financeiros reforçam a estratégia. No primeiro trimestre de 2026, a receita bruta atingiu R$ 577 milhões, com lucro líquido de R$ 20,8 milhões e margem Ebitda de 28,1%.
Para o foodservice, o case evidencia dois movimentos importantes: a industrialização de itens com apelo artesanal e o fortalecimento de operações verticalizadas, que integram produção, logística e distribuição como forma de ganhar escala sem perder controle de qualidade.







