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Aumento expressivo no uso de marmitas entre as classes A e B

FREEPIK

Uma mudança de comportamento está transformando a rotina das empresas, especialmente nos refeitórios: as marmitas estão ganhando espaço, inclusive entre as classes A e B, com renda familiar superior a R$ 8 mil. Segundo uma reportagem publicada por O Globo, essas marmitas agora são sinônimo de estilo e equilíbrio calórico, refletindo uma busca por saúde e praticidade.

De acordo com um estudo da Kantar Consultoria citado na matéria, entre o quarto trimestre de 2022 e o mesmo período de 2023, o número de ocasiões em que essas faixas de renda levaram comida de casa para o trabalho mais que dobrou, saltando 112%, de 46 milhões para 98,3 milhões de ocasiões semanais. A proporção de pessoas levando marmitas também subiu, de 36,5% para 41,5%.

Entre os fatores que explicam o fenômeno estão o aumento de 23% no custo das refeições fora de casa e a retomada do trabalho presencial. No entanto, especialistas ouvidos por O Globo apontam que a principal motivação tem sido a mudança de hábitos pós-pandemia, com um foco crescente em saúde e bem-estar.

Esse movimento tem feito empresas apostarem nesse nicho. A marca de utensílios de cozinha Le Creuset, por exemplo, lançou recentemente a linha On the Go, com garrafas e potes térmicos que chegam a custar R$ 399, voltados ao público das classes mais altas.

A reportagem traz ainda relatos como o do professor de marketing Vitor Pires, que prepara marmitas saudáveis e equilibradas, e do nutricionista Rhenan Stavola, que recomenda o hábito a seus pacientes. Ambos reforçam a ideia de que a marmita passou a representar mais do que economia: trata-se de um símbolo de autocuidado.

Apesar do valor de uma marmita nutritiva poder girar em torno de R$ 20, como destaca Stavola, a professora Karine Karam, da ESPM, observa que muitos apostam em ingredientes sofisticados, como saladas de quinoa, frango defumado e oleaginosas, o que mostra que a economia nem sempre é o principal motor da mudança.

Na mesma linha, Daniela Colino, gerente de marketing da Le Creuset, afirmou ao O Globo que o movimento reflete uma busca por uma alimentação mais saudável, personalizada e sustentável, impulsionando a demanda por produtos funcionais e elegantes.

A reportagem ainda destaca casos como o da servidora Glaucia de Oliveira, que passou a levar sua própria comida devido à alta nos preços e queda na qualidade dos restaurantes da região onde trabalha, e do professor Roberto Kanter, que relata empresas adaptando salas de reunião como refeitórios improvisados, reforçando o valor cultural da “marmita gourmet”.

Essa adaptação foi inspirada na matéria original publicada pelo O Globo

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