No dia 7 de julho, comemora-se o Dia Mundial do Chocolate — uma oportunidade perfeita para refletir sobre o papel dessa iguaria no mercado de foodservice brasileiro. Ainda que o consumo tenha mostrado retração nos últimos meses, o chocolate continua sendo um dos sabores mais presentes e desejados nas ocasiões de alimentação fora do lar.
O IFB, em parceria com os dados do CREST, traz uma análise exclusiva sobre os hábitos de consumo de chocolate no Brasil, com foco no período de abril de 2024 a março de 2025 (YE Mar’25).
Um setor em leve desaceleração
De acordo com os dados mais recentes, os gastos com chocolate no foodservice somaram cerca de R$ 3 bilhões no YE Mar’25. O montante representa uma queda de 12% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Esse movimento de retração também se reflete no número de pedidos: foram pouco mais de 140 milhões de transações envolvendo chocolate entre abril de 2024 e março de 2025 — uma redução de 10% frente ao YE Mar’24. Apesar da queda, os números seguem expressivos e mostram a relevância do produto no setor.
Quando e quem consome chocolate?
As ocasiões de consumo mais associadas ao chocolate são o lanche da tarde e as refeições noturnas, que juntas concentram quase 70% do total de consumo fora do lar. Esses momentos revelam a ligação do chocolate com pausas estratégicas do dia e momentos de indulgência.
Em relação ao perfil do consumidor, destacam-se os jovens com até 17 anos e os adultos entre 25 e 34 anos, indicando uma forte presença da geração Z e dos millennials no consumo da categoria. Além disso, há um equilíbrio notável entre homens e mulheres, sem grandes variações por gênero.
Onde o chocolate é mais consumido?
O consumo de chocolate fora do lar está fortemente concentrado em hiper e supermercados, que representam mais de 30% das transações. Em seguida, ganham destaque os chamados estabelecimentos de low check — como lojas de conveniência e padarias — responsáveis por quase 20% do consumo.
Essa distribuição evidencia a importância de pontos de venda acessíveis, onde o chocolate pode ser adquirido de forma rápida e impulsiva.
Por que consumimos chocolate?
Dois grandes motivadores se destacam nas decisões de consumo: conveniência e indulgência. Ambos apresentaram crescimento em relação ao ano anterior, mostrando que o chocolate continua sendo escolhido tanto pela praticidade quanto pelo prazer que proporciona.
Em um cenário de múltiplas opções e hábitos alimentares em constante transformação, o chocolate permanece como uma escolha afetiva e acessível — mesmo em tempos de ajustes no bolso do consumidor.







