Crocrante por fora, cremosa por dentro e presença garantida em vitrines, balcões e encontros do dia a dia. No Dia da Coxinha, o IFB Crest reuniu dados que ajudam a entender como esse ícone da culinária brasileira se movimenta no foodservice e quais transformações vêm impactando seu consumo.
Mesmo com forte presença na rotina dos consumidores, a categoria apresentou retração no último ano. O gasto com coxinhas no foodservice brasileiro movimentou aproximadamente R$ 9,7 bilhões no YE Mar’26 (últimos 12 meses encerrados em março de 2026), representando uma queda de 13% em relação ao YE Mar’25.
O número de transações também acompanhou esse movimento. Foram mais de 597 milhões de ocasiões de consumo entre abril de 2025 e março de 2026, resultado 21% menor na comparação com o mesmo período do ano anterior.
O lanche da tarde segue liderando o consumo
A principal ocasião de consumo da coxinha continua sendo o lanche da tarde, responsável por mais de 36% das ocasiões. O dado reforça o papel do salgado como opção prática e acessível para pausas rápidas ao longo do dia.
Além disso, o perfil do consumidor mostra forte concentração entre adultos de 25 a 44 anos, faixa que representa quase metade do consumo da categoria. O público masculino também aparece com maior participação, concentrando cerca de 53% do total consumido.
Onde a coxinha é mais consumida
Quando o assunto é canal de compra, as padarias seguem na liderança, concentrando 22% do consumo. Em seguida aparecem:
- Hiper e supermercados: 19%
- Lanchonetes: 18%
Os dados mostram como a coxinha permanece fortemente ligada a canais de conveniência e consumo imediato, especialmente em ambientes de alta circulação.
Conveniência e hábito ainda impulsionam a categoria
Entre os principais drivers de consumo da categoria estão motivos relacionados à conveniência e ao hábito. Ainda assim, ambos perderam relevância na comparação com o YE Mar’25, indicando mudanças no comportamento do consumidor e maior seletividade nas escolhas de consumo fora do lar.
O cenário reforça um desafio importante para operadores e marcas: manter a relevância de produtos tradicionais diante de um consumidor cada vez mais atento a preço, ocasião e experiência.
Um clássico que segue presente no dia a dia do brasileiro
Mesmo diante da retração observada no último ano, a coxinha continua ocupando um espaço importante no foodservice nacional. Presente em diferentes momentos de consumo e canais, o salgado segue como símbolo de praticidade, tradição e conexão afetiva com o consumidor brasileiro.
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